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LinkRodas da paz no YouTubeAug 8, '07 3:48 PM
by Rodrigo for everyone
Link: http://youtube.com/user/RodasdaPaz

Vários vídeos sobre o assunto bicicleta e o Rodas da Paz

VideoAtraso nas ciclovias do DFAug 8, '07 3:46 PM
by Rodrigo for everyone
Ciclistas esperam que o Governo do Distrito Federal construa 116 quilômetros ainda este ano. ONG Rodas da Paz diz que para dois terços dos 400 mil ciclistas ...


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Blog EntryPatrimônio ameaçadoJul 3, '06 10:42 AM
by Sergio for everyone
URBANISMO
Patrimônio ameaçado

A quantidade de veículos que circulam pela área tombada já compromete a qualidade de vida dos brasilienses. A frota é tão grande que seria possível colocar todos os moradores da capital dentro dos 1,9 milhões de carros

Helena Mader
Da Equipe do Correio

Marcelo Ferreira/CB/2.6.06
Para os órgãos de trânsito, o tombamento da cidade atrapalha a realização de obras que solucionem o problema dos engarrafamentos, como os que ocorrem no eixo monumental


 
A frota de carros do Distrito Federal é tão grande que seria possível colocar toda a população da capital federal dentro dos veículos que circulam pelas vias da cidade. Brasília é a recordista brasileira no número de carros por habitante. Existe um automóvel para cada 2,4 pessoas. O excesso de veículos nas ruas deixa o trânsito cada vez mais caótico e já compromete a qualidade de vida dos brasilienses e a preservação do patrimônio cultural da humanidade.

Na Esplanada dos Ministérios, milhares de carros estacionados irregularmente atrapalham a visão do principal cartão postal da cidade. Ao lado da Catedral, o trânsito praticamente pára nas horas de rush. Circular pela área central ou encontrar uma vaga de estacionamento são um verdadeiro teste de paciência. Nas ruas largas e arborizadas de Brasília, planejadas para terem um trânsito organizado, o fluxo de veículos está cada vez mais lento.

Como Brasília é tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade, qualquer alteração no Plano Piloto depende de autorização do governo federal. E o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é rigoroso na aprovação de projetos que alterem as escalas de urbanização da cidade. Para ampliar e duplicar vias, construir cruzamentos ou viadutos na área tombada, os órgãos de trânsito precisam submeter os planos ao crivo do Iphan, que proíbe a maioria das mudanças mais drásticas no sistema viário de Brasília.

Especialistas também defendem a preservação da área tombada e são contra alterações nas rodovias e vias urbanas da capital federal. Como a frota de carros cresce mais de 6% ao ano, a ampliação das vias poderia estimular ainda mais o crescimento do número de veículos em circulação e piorar a situação a longo prazo. Atualmente, existem cerca de 840 mil carros em circulação nas vias do Distrito Federal. Em São Paulo, onde o trânsito é caótico, a média é de um veículo para cada três habitantes. Na cidade do Rio de Janeiro, 1,9 milhão de veículos circulam pelas vias da cidade.

O especialista em engenharia viária e professor da Universidade de Brasília Paulo César Marques acredita que a solução não é aumentar o espaço destinado aos carros, mas sim encontrar uma maneira de tirá-los da rua. “É claro que os órgãos de trânsito às vezes precisam fazer intervenções como a construção de um retorno ou a melhoria no raio de uma curva. Mas é complicado fazer grandes reformas no sistema viário porque isso certamente vai gerar uma demanda ainda maior”, explica Paulo César. A forma de reduzir o fluxo de veículos nas ruas da capital federal, segundo o especialista, é investir em melhorias no sistema de transporte público. “Essa é mais uma forma de preservar a área tombada. Se o sistema funcionar bem, com a integração do metrô com os ônibus, até a classe média vai deixar os carros em casa”, garante.

Mais faixas
Para os órgãos de trânsito, o tombamento de Brasília atrapalha a realização de obras que solucionem o problema dos engarrafamentos na cidade. O diretor de Segurança do Departamento de Trânsito, Antônio Bonfim, atual diretor-geral do órgão, explica que a malha viária precisa acompanhar o crescimento da frota. “Já fizemos propostas para colocar mais uma faixa nos eixinhos e construir estacionamentos atrás das quadras comerciais, mas os projetos sempre são barrados por causa das áreas verdes. Todos os dias, 200 novos carros entram em circulação no Distrito Federal. É preciso fazer alguma coisa para melhorar o fluxo de veículos”, explica Bonfim. Mas o diretor do Detran também defende outras medidas para solucionar o caos no trânsito. “Temos que desenvolver o transporte público e construir estacionamentos subterrâneos”, lembra Antônio Bonfim.

O projeto de construção do viaduto da Rodoferroviária, que melhorou significativamente o trânsito dos motoristas a caminho da via Estrutural, precisou ser reformulado 13 vezes para se adequar às normas do tombamento de Brasília. O viaduto do Catetinho também foi adaptado para não atrapalhar a visibilidade da primeira residência de Juscelino Kubitschek.

O superintendente do Iphan, Alfredo Gastal, explica que o tombamento é o principal instrumento para preservar a cidade e não pode ser desrespeitado. “Brasília foi muito bem planejada e a solução para todos esses problemas está no plano. O projeto original previa estacionamentos subterrâneos no Setor Comercial Sul, mas eles nunca foram construídos. De vez em quando aparecem no Iphan alguns projetos mirabolantes, como o de transformar a Rodoviária do Plano Piloto em um grande estacionamento. É um absurdo porque a Rodoviária é tombada e não pode ser descaracterizada dessa maneira”, justifica Gastal.

Nem mesmo os bairros mais novos de Brasília escapam do trânsito caótico. A lentidão do fluxo de veículos no Setor Sudoeste, que também está na área tombada, é a maior reclamação da população do bairro. Criado há 15 anos para abrigar a classe média do Distrito Federal, o Sudoeste tem hoje 40 mil moradores.

Insuficientes
A dificuldade de circular pelas vias comerciais e residenciais, principalmente nos horários de pico, já é motivo de dor de cabeça para os habitantes do bairro. Na entrada de algumas quadras, os carros ficam aglomerados e o trânsito pára. Nos balões e nas saídas das áreas residenciais, os motoristas têm dificuldade para alcançar a avenida principal e o Eixo Monumental. Os estacionamentos dos comércios são insuficientes para abrigar um número cada vez maior de veículos.

Os horários de entrada e saída de escolas são os mais caóticos. O Detran já apresentou um projeto para ampliar as vias W4 e W5 sul, onde está concentrada a maioria dos colégios. Mas a alteração foi barrada. Para o diretor de Policiamento e Fiscalização do Detran, Silvaim Fonseca, o tombamento da cidade é um agravante dos problemas de trânsito cada vez mais graves na cidade. “O Iphan proibiu até a abertura de mais portões no Parque da Cidade, o que ajudaria a melhorar a fluidez do trânsito. Os moradores de Brasília vêem o carro como status, como instrumento de poder. Por isso a frota cresce tanto. Precisamos estudar soluções para esses problemas”, garante Fonseca.

A Unesco reconheceu a importância de Brasília em 1987 e incluiu a cidade na lista do comitê mundial da entidade. No mesmo ano, o Governo do Distrito Federal baixou um decreto para regulamentar o tombamento. Em 1990, o governo federal também sancionou uma lei para definir as escalas urbanísticas do tombamento: monumental, residencial, gregária e bucólica. A área de preservação de Brasília tem cerca de 112 km² e é delimitada a leste pela orla do lago Paranoá, a oeste pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), ao sul pelo córrego Vicente Pires e ao norte pelo córrego Bananal. A justificativa para o tombamento é que a cidade representa uma obra arquitetônica que marcou a história. Depois da inclusão de Brasília no Patrimônio Mundial, a capital federal passou a um seleto grupo ao qual pertencem cidades famosas como Florença, Veneza, Cuzco, Quito, Havana, Roma e o Vaticano. No Brasil, outras cidades como Ouro Preto e Olinda também são tombadas pela Unesco.


Brasília foi muito bem planejada e a solução para todos esses problemas está no plano. O projeto original previa estacionamentos subterrâneos no Setor Comercial Sul, mas eles nunca foram construídos

Alfredo Gastal
Superintendente do Iphan

Bicicleta na Via
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