No
início da noite de quinta, uma ONG do Rio de Janeiro promoveu uma
corrida curiosa, com um objetivo nobre. Qual será o meio de transporte
mais eficiente para enfrentar o trânsito na cidade: moto, ônibus,
carro, metrô ou bicicleta?
Centro do Rio, 18h. Vai começar uma corrida diferente. Uma corrida de
obstáculos: os engarrafamentos. O destino é o Leblon, bairro da zona
sul do Rio – trajeto de 15 quilômetros.
Cláudio vai de carro. Está otimista. “Vai levar uns 40 minutos”, prevê.
Érica, vai de metrô.
Sobrou para Carol enfrentar o ônibus na hora do rush. Acha que deu sorte. “O ônibus está vazio, isso é bom”.
E João desliza na bicicleta. “Ultrapassando todo mundo”, ele repete.
O trajeto
Na avenida congestionada, Carlos pega um atalho. Mas não vai longe: é barrado pela carga e descarga fora de hora.
O congestionamento é implacável para quem está nele. “Acho que vai ser meio enroscado para chegar lá”, desanima-se Carol.
Érica segue de metrô. “O carro vai estar parado, como o ônibus.
Fácil adivinhar onde está o automóvel. Dezessete minutos depois
da largada, Cláudio ainda estava no centro do Rio de Janeiro. “Não tem
transporte melhor em cidade do que metrô”, admite.
Mas o metrô ainda não chega a todos os lugares. No fim da linha, Érica continua a corrida – de ônibus.
Com 30 minutos de prova, liderava quem ocupa menos espaço no
trânsito: João, em sua bicicleta. “Tranqüilidade, vento no rosto...”.
O resultado
Na linha de chegada, nenhuma surpresa: um motoqueiro levou 40 minutos. Em seguida, chegou o ciclista, em 48,5 minutos.
Uma hora e dois minutos para Érica, que usou metrô e ônibus. Carlos, de carro, levou uma hora e 13 minutos.
Chegou por último quem andou só de ônibus: uma hora e 20 minutos no trânsito.
Os dados, agora, vão ser enviados para as autoridades de
tráfego. É uma tentativa de incentivo ao uso da bicicleta como
alternativa de transporte. “No começo cansa, mas com o tempo você vai
melhorando o seu preparo físico, melhorando a sua saúde, e
conseqüentemente, a saúde da cidade também”, acredita o presidente da
ONG Transporte Ativo, Fernando José Lobo.
Fonte:
Jornal da Globo