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VideoCampanha Ciclovia Ilha - Caxias , RJ Jan 26, '08 6:20 PM
by alex for everyone
o projeto piloto da primeira Ciclovia Participativa, uma idéia dU Biker para criar ciclovias em periferias abandonadas


UB_New.mov (11.5 MB)

Blog EntryExemplo a ser seguido...Jan 23, '08 1:07 PM
by Sergio for everyone
Projeto quer transformar bicicleta em alternativa de transporte urbano
23/01/2008 - 11h08


Vá de bicicleta. Faz bem para você. Faz bem para o Rio! Com este slogan o secretário de Transportes, Julio Lopes, apresentou ao governador Sérgio Cabral e a um grupo de secretários estaduais e prefeitos, nesta terça-feira (22/1), o projeto “Rio - Estado da Bicicleta”, que pretende estimular o uso da bicicleta como meio de transporte urbano em todo o estado, integrando-a aos outros modais de transportes, a construção de projetos cicloviários nos municípios fluminenses e a implantação de ciclovias intermunicipais, entre outras ações.

Segundo Julio Lopes, em sua apresentação no Palácio Guanabara, o alvo do projeto são as pessoas que estão excluídas do sistema de transportes públicos. Ele explicou que, de acordo com o PDTU (Plano Diretor de Transportes Urbanos), 34% da população da Região Metropolitana do Rio não utiliza o sistema de transporte urbano, por falta de condições financeiras.

- A idéia é que o cidadão percorra o primeiro trecho, de casa até os terminais de ônibus, trem, metrô e barcas, pedalando de três a quatro quilômetros, economizando tempo e dinheiro, praticando uma atividade saudável e contribuindo para melhorar a qualidade do ar. Estamos estudando a implantação de bicicletários públicos, já bastante difundidos na Europa, onde as pessoas poderão alugar uma bicicleta, ir até outro ponto da cidade, devolvê-la em outro bicicletário, e seguir seu destino - explicou o secretário.

O projeto pretende repetir experiências bem sucedidas como as de Bogotá, Londres, Lyon, Copenhagen, Barcelona, Berlim e Frankfurt, entre outras, e estimular a cultura do uso da bicicleta como transporte e não somente para lazer. A título de exemplo, o secretário de transportes explicou que o Rio tem a segunda malha cicloviária da América Latina, atrás apenas da de Bogotá. Ele disse que a idéia do “Rio - Estado da Bicicleta” é provocar uma revolução no sistema de transportes e na qualidade de vida da população.

- Temos que fazer como a Alemanha, que aproveitou a Copa do Mundo de 2006 para estimular o uso da bicicleta na ida aos estádios. Depois da Copa, em Berlim, 15% das viagens diárias são realizadas por bicicletas, em 753 quilômetros de ciclovias. Com o anúncio da Copa de 2014 no Brasil podemos começar pelo Maracanã, sugeriu o secretário.

O secretário lembrou que a tarefa de criar a infra-estrutura que o ciclista precisa para usar a bicicleta - como a criação de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários - é dos municípios, mas que o “Rio - Estado da Bicicleta” pretende ser um “guarda-chuva” e apoiar os prefeitos na criação das condições adequadas para o uso da bicicleta rotineiramente.

- Sabemos que esta é uma tarefa de cada município, onde já há projetos prontos para sair do papel. O que nós queremos é apoiar as prefeituras, ajudar a captar recursos, oferecer parceria. Já estamos negociando com o Banco Mundial e com outras instituições essa ajuda. Já estamos também conversando com vários prefeitos, que têm se entusiasmado com a idéia do projeto, disse o secretário.

O “Rio - Estado da Bicicleta” prevê também a construção de ecovias às margens de rios, programas de educação para o trânsito, em parceria com as demais secretarias estaduais, órgãos de trânsito do estado e dos municípios, campanhas de divulgação intensivas e segmentadas e a realização de tours e provas ciclísticas por todo o estado, com o objetivo de disseminar o uso da bicicleta.

Ao final da apresentação, foi feita uma homenagem ao jornalista e escritor Sérgio Cabral, pai do governador, por ter criado, em 1987, o primeiro projeto cicloviário para o município do Rio de Janeiro, quando era secretário municipal de Esportes.

Fonte: Secretaria de Transportes - Governo do Rio de Janeiro

Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u337713.shtml

Dimenstein apresenta criador de mapa cicloviário

da Folha Online
O personagem da Vila Dimenstein, desta quinta-feira, é o André Pasqualini. O analista de sistemas preparou uma rota alternativa para os paulistanos fugirem do trânsito. A apresentação é de Gilberto Dimenstein.

O videocast é mais um produto gratuito que a Folha Online oferece para seus leitores. A apresentação é de Vivian Retz.

Blog Entry600 km para pedalarOct 1, '07 8:39 AM
by Sergio for everyone

Dentro de dois anos, quem mora nas satélites e usa a bicicleta como meio de locomoção para trabalhar poderá percorrer de uma cidade a outra do DF sobre faixas exclusivas e com sinalização vertical nas vias de ligação. Projeto do GDF custará R$ 50 milhões

Marcelo Vieira
mvieira@jornaldacomunidade.com.br
 

Dentro de dois anos, o Distrito Federal terá uma das maiores redes de ciclovias do mundo, com 600 km de pistas que interligarão o Plano Piloto às cidades- satélites, com exceção de Planaltina e Brazlândia. O projeto, que consta do plano de governo do governador José Roberto Arruda (DEM), custará R$ 50 milhões e fará do DF a unidade da Federação com maior número de quilômetros urbanos para os que preferem trabalhar ou relaxar pedalando, em vez de gastar gasolina ou com passagem de ônibus.

O custo médio do quilômetro está orçado em R$ 100 mil. Prioritariamente, segundo explica a gerente do projeto estruturante Pedala DF, a engenheira Mônica Velloso,  a rede que integrará a capital com suas cidades vizinhas será destinada à população de baixa renda, que não tem condições de utilizar carro, ônibus, microônibus ou metrô. Depois de completa, a rede de ciclovia do DF aumentará em 20% a malha nacional de ciclovias, atualmente com 3.000 km.

Hoje, segundo a engenheira, são feitas 40 mil viagens de bicicleta no DF por dia. Em contrapartida, morrem 70 dos mil ciclistas acidentados por ano. Com o projeto, os ciclistas terão condições de trafegar com segurança e tranqüilidade.
Segundo a engenheira, duas pesquisas orientam a construção da rede de integração.

Uma feita no ano de 2000 e outra realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagens (DER). As pesquisas mostram que, há um bom tempo, o brasiliense vem aumentando a sua preferência pelas bicicletas durante a semana, principalmente como transporte para o trabalho, escola e outras atividades.
 
Um exemplo típico desse aumento é a concentração de centenas de bicicletas nos terminais do metrô, principalmente no de Samambaia. Nessa cidade, pedala-se até sete quilômetros para se chegar ao terminal, segundo revela a pesquisa realizada pelo DER.

Nos outros terminais não é diferente. “Estamos acompanhando essa concentração gradativa de bicicletas nos terminais e, por isso, vamos acrescentar ao projeto da rede a instalação de bicicletários, para que o usuário, ao chegar do trabalho, possa reencontrar a sua bicicleta. Hoje, não é pequeno o número daquelas que são roubadas durante o dia”, diz a engenheira Mônica Velloso.

A gerente do projeto Pedala DF explica que a rede será composta pela ciclovias propriamente ditas, em cada uma das satélites, e as vias de interligação com o Plano. Nessas, serão construídas pistas exclusivas para as bicicletas, com sinalização vertical específica e com asfalto apropriado, mais fino do que o utilizado para os carros, ônibus e caminhões.

Brazlândia e Planaltina não entrarão na rede porque um estudo feito pelo DER mostra que não há demanda que justifique a construção de ciclovias. A engenheira Mônica Velloso explica que as duas cidades são ligadas às outras do DF por duas BRs e somente o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, pode construir em estradas federais.

“Não está excluída a possibilidade de construirmos faixas exclusivas para bicicletas por meio de convênio com o DNIT, mas temos que ter uma demanda de usuários que nos convença dessa necessidade”, explica a engenheira Mônica Velloso. 

Ciclovias evitarão mortes
 
A pesquisa do DER revela que 40 mil pessoas utilizam, hoje, a bicicleta como meio de transporte no DF. Infelizmente, as mortes não aparecem em números inexpressivos. Somente no ano passado, 70 morreram nas vias do DF e mil foram feridos.

O levantamento do DER, orientado para a construção das ciclovias com as margens de segurança necessárias, especifica não só quantos andam de bicicleta, mas por onde, horários, origem e destino.

“Sem dúvida, as ciclovias terão um grau de segurança bastante eficiente, porque as suas faixas de rolamento estarão localizadas fora das faixas dos carros, além dos desníveis que existirão entre uma pista e outra, mais um motivo para que carros, ônibus e caminhões não trafeguem sobre as ciclovias”, explica a engenheira. 

A primeira ciclovia será inaugurada em 19 de outubro, na DF 005, que ligará o Paranoá ao Varjão, passando pelo Lago Norte. Serão 12 km de pista que passará no canteiro central da pista que liga as duas regiões administrativas.

Três outras estão em construção: a primeira ligará o Jardim Botânico a São Sebastião, com 12,5 km; a segunda será dentro de Samambaia, com 7,5km, interligando o terminal do metrô com as principais ruas da cidade, e a terceira, também interna, em Itapoã. Segundo a engenheira Mônica Velloso, as ciclovias internas estarão ligadas a pontos de ônibus com grandes concentrações de passageiros. Nesses pontos também serão construídos bicicletários.

Após a conclusão das quatro obras, o projeto Pedala DF contratará mais 400 Km de ciclovias que serão construídas em Santa Maria, Plano Piloto, Setor Sudoeste e em outras cidades ainda não definidas.


Poluição do meio ambiente

O setor de tranporte só perde para a queima de florestas, no Brasil, entre os maiores emissores de CO2 , o gás associado às mudanças climáticas. Com a finalidade de reduzir os danos causados pelo setor, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) criou o Programa Despoluir.

O programa é voltado para as empresas de transporte e os trabalhadores, com destaque para taxistas e caminhoneiros. A CNT colocou um telefone 0800 para que estes últimos possam denunciar queimadas e outros crimes ambientais, como apreensão ilegal de animais.

As informações são passadas ao Ibama e outros órgãos. “Os caminhoneiros rodam o Brasil inteiro, e podem atuar como vigilantes ambientais”, informou Marilei Menezes, coordenadora do programa.

Entre as modalidades de transporte, o rodoviário é responsável por 88% da emissão de gases poluentes, com a queima de combustíveis fósseis. A CNT está instalando unidades fixas e móveis para medir os poluentes da fumaça. “A medida não visa punir, mas orientar para ações preventivas”, explicou Marilei.

O programa estimula o uso de fontes de energia limpa e divulga o “marketing verde”, com a distribuição de manuais e realização de palestras nas empresas, além de promover cursos de capacitação para os trabalhadores do setor, entre outras ações.

Fonte: Jornal da Comunidade

LinkRodas da paz no YouTubeAug 8, '07 3:48 PM
by Rodrigo for everyone
Link: http://youtube.com/user/RodasdaPaz

Vários vídeos sobre o assunto bicicleta e o Rodas da Paz

VideoAtraso nas ciclovias do DFAug 8, '07 3:46 PM
by Rodrigo for everyone
Ciclistas esperam que o Governo do Distrito Federal construa 116 quilômetros ainda este ano. ONG Rodas da Paz diz que para dois terços dos 400 mil ciclistas ...


Import.flv (8.0 MB)

Blog EntryCiclovia já!Apr 24, '07 2:00 PM
by Sergio for everyone

 "Acidentes de trânsito matam 400 mil jovens por ano" (entre 10 e 24 anos)
"No geral, todos os anos, cerca de 1,2 milhão de pessoas de todas as idades morrem em acidentes rodoviários."
"As vítimas fatais nos países menos desenvolvidos tendem a ser pedestres, ciclistas, motoqueiros ou passageiros, já que a infra-estrutura urbana e de transportes não é preparada para usuários não-motorizados das ruas, que são obrigados a dividir o espaço com carros, ônibus, caminhões e animais".

(Dados Organização Mundial de Saúde)
 
 
Está na hora de mudar essa mentalidade, esse modelo urbano, ideológico e comercial de transporte!
Muitas mortes precoces, desestruturação familiar, tristeza...
Isso sem contar com a quantidade exorbitante de feridos! Pessoas tetraplégicas, paralíticas,  amputadas, com distúrbios cerebrais...
Para abrigar ainda mais carros, Brasília está prestes a investir muito dinheiro na construção de dois andares de estacionamentos subterrâneos nas vias L1 e W1 (que vão inundar na chuva e aumentar o problema da segurança pública). E esses estacionamentos serão ligados aos comércios por escadas rolantes: outro absurdo! Nessa época de controle de carbono e gasto energético, de conscientização ambiental, uma solução infeliz dessas!! Para completar vão transformar as 88 vagas dos comércios em 36 vagas pagas. (http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2701276&sub=Distrito%20Federal)

Essa grana poderia ser muito bem investida em CICLOVIAS, BICICLETÁRIOS nos blocos e transporte público de qualidade! Pensem!!!

Neste link:
http://video.google.com/videoplay?docid=-7343196564872438269, documentário de 15 minutos que mostra a rotina feliz nas cidades que estão deixando de usar o carro. Não deixe de ver.
Neste link: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=20222881&tid=2524432962415745158&start=1, carta desabafo escrita por Andrea Cabral na ocasião do atropelamento e morte do amigo Pedro Davison.
 
Mortes no trânsito no Distrito Federal:

Ano 2005

442  vitimas fatais
163 pedestres mortos
77  passageiros mortos
66  motociclistas
64  ciclistas
75  condutores

Quem será o próximo?
Eu? Você? Mais um amigo? Familiar?
Estamos em uma guerra! 1,2 milhões de mortos/ano!!!
Lutemos por ciclovias e melhora significativa nos transportes publicos!
É serio!

 
Pessoal, caminhar faz bem! E andar de bicicleta também!!
NÃO VAMOS DEIXAR EXECUTAREM ESSE PROJETO DE MAIS VAGAS PARA CARROS!
CICLOVIA JÁ!!

Financiamento do GDF para compra de bikes e construção de bicicletários em todos os prédios!

CICLOVIA JÁ!! Escada rolante NÃO!!
QUEREMOS CICLOVIA PARA NOS LOCOMOVERMOS, PARA IRMOS ESTUDAR, TRABALHAR... QUEREMOS CICLOVIA EM TODO O PLANO PILOTO E NAS SATÉLITES!
 
Cidadãos brasilienses


30/07/2006 13:04h
Bogotá: um paradigma mundial de transporte urbano sustentável

por FÁBIO DE CASTRO

Dezenas de especialistas de todo o mundo se reuniram em São Paulo na última semana para o congresso “Ar Limpo – Transporte sustentável e mudança climática”, que discutiu soluções para os complexos problemas ambientais criados pelos meios de transporte nas grandes cidades. A quase totalidade dos palestrantes mencionava a cidade de Bogotá (Colômbia) como paradigma, quando se tratava de defender que um transporte sustentável é possível.

“O segredo de Bogotá é ter conseguido convencer seus cidadãos de que é preciso ter uma cidade que inclua as pessoas e não os carros”, afirma Oscar Edmundo Diaz, diretor-executivo do Instituto para o Desenvolvimento de Políticas de Transportes (Nova York – EUA), e assistente do ex-prefeito de Bogotá, Erique Peñalosa na New York University.

A cidade de 6,5 milhões de habitantes sofreu uma modificação radical durante a gestão Peñalosa, de 1998 a 2001. A pedra de toque da “revolução nos transportes” foi o Transmilênio, sistema semelhante ao de Curitiba, com ônibus expressos circulando em canaletas elevadas, com pagamento antecipado de tarifas e embarque em estações elevadas. “O importante é criar um bom transporte público. Em todas as partes do mundo onde as classes altas usam transporte público, só fazem isso porque é mais rápido e mais econômico que o carro”.

O carro perdeu espaço nas ruas de Bogotá. A diferença salta aos olhos quando se comparam fotos do centro da cidade antes e depois da virada do século. Antes, havia engarrafamentos intermináveis calçadas cobertas de carros estacionados. Hoje não se pode dizer que não haja engarrafamentos, mas a população aprendeu a respeitar o espaço do pedestre. “Estacionar na calçada é como construir um puxadinho no espaço público. Quando decidimos acabar com isso, muitos reclamaram. Mas o ‘direito ao estacionamento’ não está em nenhuma Constituição. É um problema privado, que requer uma solução privada, com recursos privados”, diz Diaz.

Quando Peñalosa começou sua administração e mostrou, logo no início, sua disposição em tirar espaços dos automóveis, o reflexo na popularidade foi inequívoco: 18% de aceitação e 77% de rejeição. Houve inclusive um movimento pró-impeachment, que não vingou. “O que fez a diferença em Bogotá, é que tivemos um político especial, que não governa de acordo com as pesquisas de opinião, mas de acordo com um plano e uma missão de cidade. Tomava decisões sem se importar com o risco político que estava correndo”.

Decididamente não foi fácil para muitos habitantes receber a notícia de que a prefeitura decidira desistir da construção de um grande viaduto elevado (projeto semelhante ao do Minhocão, em São Paulo) numa via movimentada do centro. “Decidimos não fazer. O resultado foi que as vias do centro ficaram mais congestionadas ainda. Era exatamente o que queríamos”, afirma Diaz.

Os recursos públicos do “Minhocão” de Bogotá foram investidos, segundo Diaz, em ciclovias, saneamento básico e recuperação urbana, sobretudo das áreas de pedestres. Não havia ciclovias em Bogotá até 1998. Hoje, são 330 quilômetros, utilizadas por 350 mil pessoas que vão ao trabalho de bicicleta todos os dias – incluindo Oscar Edmundo Diaz, quando ainda morava em Bogotá. As ciclovias são integradas com terminais de transportes coletivos. Os ciclistas pedalam livremente, zombando dos motoristas parados nos engarrafamentos.

Hoje, 21% dos usuários do Transmilênio possuem um carro, mas o deixam na garagem para ir ao trabalho, porque é mais rápido e econômico ir no coletivo. “Construímos jardins da infância, colégios, piscinas, bibliotecas nas áreas pobres de Bogotá com recursos das obras viárias. Colocamos em segundo inclusive os metrôs, muito caros. É preciso decidir prioridades”.

O local onde seria projetada uma autopista de oito faixas ganhou, no lugar da estrada, um parque linear de 45 quilômetros, para pedestres e ciclistas, passando por um bairro pobre. “Não aceitariam isso em São Paulo, ouço dizer aqui. Mas a maioria não aceitou também em Bogotá. Começaram a perceber depois as vantagens de se ter uma cidade voltada para a pessoa”, diz Diaz. Apenas no último ano de mandato a popularidade de Peñalosa foi restabelecida, com 50% de aprovação.

Outro projeto redesenhado foi o do asfaltamento de áreas pobres da periferia. “Para que asfaltar se as pessoas ali não têm carro? Para elas comprarem um? Para dar uma aparência de ‘desenvolvimento’? Eles não precisavam disso, mas de creches e escolas. Em vez de asfaltar, construímos lindas ciclovias ao lado das ruas de terra”, conta Diaz.

A experiência de Bogotá, incensada por especialistas do mundo inteiro, é sintetizada por Diaz: “mais obras viárias significam mais engarrafamentos. Mais túneis e viadutos significam mais engarrafamento. Mais asfalto também é mais engarrafamento”.

Fonte: Agência Repórter Social

Blog EntryDescaso com a vidaJul 11, '06 9:21 AM
by Sergio for everyone
Correio Braziliense - 10/07/2006

TRÂNSITO// UM CICLISTA MORRE POR SEMANA NO DF. MAS O PROGRAMA CICLOVIÁRIO ESTÁ PARADO HÁ 15 DIAS. OBRAS NA ÚNICA PISTA QUE ERA CONSTRUÍDA FORAM INTERROMPIDAS

A rodovia DF-463, em São Sebastião, ainda guarda as marcas de duas mortes brutais. À beira da estrada, a exposição das bicicletas retorcidas dos irmãos Valdivino e Lenilson Pereira dos Santos, de 34 e 23 anos, não permitem que o atropelamento dos pedreiros seja esquecido. Os dois fazem parte da dura estatística de mais de um ciclista morto por semana no Distrito Federal. Nos quatro primeiros meses deste ano, 18 deles perderam a vida ao disputar espaço com carros e caminhões nas estradas. O número já corresponde a mais de um quarto das 64 mortes ocorridas no último ano, que também apresentou um índice 40% maior do que 2004. Desde 2000, o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) já registra 339 ciclistas mortos. O crescimento no número de vítimas, no entanto, não foi suficiente para acelerar o processo de construção de ciclovias nos pontos mais perigosos. Das 15 microrredes previstas no Programa Cicloviário do DF, lançado em março deste ano, apenas uma começou a ser construída, entre Itapoã e o Paranoá. Mas as obras tocadas pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER) estão paradas há mais de duas semanas. Para o resto das ciclovias, não há previsão. “Essa lentidão coloca cada vez mais em risco as vidas dos ciclistas. Será que o governo vai esperar acontecer mais uma tragédia para agir?”, dispara o presidente da Organização Não-governamental Rodas da Paz, Leandro Salim. Segundo o diretor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), Antônio Bonfim, as mais recentes campanhas educativas do órgão são voltadas à proteção de ciclistas, pedestres e motociclistas, que totalizam mais de 60% dos mortos em acidentes. “No trânsito, o mais forte é responsável pela segurança do mais fraco. O ciclista, por ser mais frágil, deve ser respeitado pelo condutor”, pondera Bonfim. Para ele, o aumento das mortes de ciclistas se deve principalmente à falta de um espaço específico para eles circularem. “Como não temos ciclovias nem ciclofaixas, o ciclista não tem onde andar com segurança e se arrisca ao lado dos carros.” Os pedreiros Valdivino e Lenilson, mortos em janeiro quando iam de bicicleta de São Sebastião para o trabalho, no Lago Sul, são um exemplo da fragilidade do ciclista nas ruas e estradas. O meio de transporte representava uma economia de R$ 3 dos R$ 45 que Valdivino ganhava por dia de serviço. “Com esse dinheiro, ele comprava o pão, antes de vir para casa”, lembra a viúva de Valdivino, Ana Rita Pinheiro Neves, 30 anos. Depois do acidente, a diarista, que também ia pedalando para o trabalho, esvaziou os pneus de todas as bicicletas de casa para que nenhum dos quatro filhos se arriscasse pelas ruas. “O Valdivino sempre andava no acostamento, no sentido dos carros, tudo certinho. Eu tinha medo e pedia para andarmos no sentido contrário, para ver os carros. Mas ele achava que os motoristas nos veriam e respeitariam”, conta. Valdivino, os dois irmãos e um amigo foram atropelados no acostamento. Hoje, Ana Rita, que ganha R$ 200 por mês, paga R$ 60 em transporte escolar para a filha mais velha Poliana, 12. Além da dor da perda e da insegurança, a diarista ainda sofre pela demora no fechamento do caso. O soldado do Exército Carlos André de Souza, 20 anos, confirmou à polícia que atingiu os pedreiros depois de uma fechada. “A pessoa que matou meu marido e meu cunhado ainda está impune. Foi uma morte cruel, eles não tiveram como se defender. Só quero Justiça”, destaca a viúva.

Lentidão

O descaso na construção das ciclovias pode ser visto no trecho entre o Itapoã e o Paranoá, previsto para ser entregue até o fim de junho. Hoje, apenas um dos 6,5km projetados está pavimentado. Mas ainda falta sinalização, meio-fio, iluminação. Mesmo inacabada, a via já serve como uma opção para os mais de 4 mil ciclistas que passam, por dia, naquele trecho da DF-001. “O problema é que, quando acaba esse trecho, a gente tem que voltar para a beira da pista. A obra está atrasada demais e agora está tudo parado”, reclama a dona-de-casa Mariza Rocha Lima, 29 anos, moradora do Condomínio Del Lago. Todos os dias ela leva a filha Ênia, 4, para o colégio, no Paranoá, na garupa da bicicleta. “Há três meses, quando me mudei para cá, vi um acidente entre um ciclista e um carro. Ainda tenho muito medo de andar por aqui, mas não tem outro jeito”, resigna-se. Para o motorista desempregado Ezaqueu Matos dos Santos, 60 anos, andar pela ciclovia inacabada também não é garantia de segurança. “Carros e motos passam por aqui para cortar caminho para o Itapoã. Eles não respeitam o lugar do ciclista”, conta Ezaqueu, que percorre cerca de 30km entre sua casa, no Condomínio Del Lago, até o centro do Paranoá, sempre que precisa fazer compras ou pagar uma conta. A paralisação das obras da ciclovia, segundo o DER, foi necessária para atender uma obra “emergencial”. Há duas semanas, as oito máquinas que trabalhavam no local fazem a pavimentação de uma via no Altiplano Leste (próximo ao Lago Sul). “Tive que deslocar a equipe porque era uma situação de emergência e temos poucas máquinas. Acredito que, até o final de agosto, vamos retomar as obras”, explica o chefe do 2º Distrito Rodoviário do DER, Murilo de Melo Santos. Até lá, Santos pretende pedir à Polícia Rodoviária para fazer um trabalho educativo com motoristas e evitar que eles usem a ciclovia.

Licitação vem primeiro

O trecho às margens da DF-001 (Estrada Parque Contorno), DF-015 (entre Paranoá e Setor de Mansões do Lago Norte), e DF-250 (em Itapuã) é o único que será feito por administração direta, pelo DER-DF. As demais microrredes (veja mapa) dependem de licitação sem data para acontecer. Segundo a secretária-adjunta da Secretaria de Infra-Estrutura e Obras, Fátima Có, não há verba em 2006 para a execução do programa cicloviário do DF. “Para licitar, temos que ter verbas. A construção das ciclovias já foi incluída no orçamento de 2007”, garante. Pelo Programa Brasília Sustentável, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), R$ 9 milhões estão previstos para a construção das ciclovias. O valor equivale a 60% do orçamento inicial do programa cicloviário. “Mas ainda não sabemos quando este dinheiro vai sair”, argumenta Fátima. A lentidão na execução do programa e o não cumprimento da Lei Distrital 3.639/05, que cria ciclovias em estradas em fase de construção, revoltam os integrantes da ONG Rodas da Paz. “O governo não cumpre uma lei que ele próprio criou. Isso já aconteceu em duas obras recentes: nas duplicações da L3 Norte e da pista que passa atrás do Jóquei Clube. As duas obras já estão prontas e não foi prevista uma ciclovia”, denuncia Salim. Em maio, a governadora Maria de Lordes Abadia assinou a ordem de serviço para a construção de uma outra ciclovia, na EPTG, ligando Taguatinga ao Seto r de Indústrias e Abastecimento (SIA). Mas também não há data para que ela seja construída. (IF)


Bicicleta na Via
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