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VideoCampanha Ciclovia Ilha - Caxias , RJ Jan 26, '08 6:20 PM
by alex for everyone
o projeto piloto da primeira Ciclovia Participativa, uma idéia dU Biker para criar ciclovias em periferias abandonadas


UB_New.mov (11.5 MB)


Fotos da inauguração da primeira (de inúmeras, espera-se!) ciclovia de transporte em Brasília.

Blog EntryInaugurada a ciclovia do Paranoá - Lago NorteOct 26, '07 12:55 PM
by Sergio for everyone
DF ganha a primeira ciclovia, entre Varjão ao Lago Norte

Mariana Blanco
Do CorreioWeb

Atualizada às 14h27

26/10/2007
13h57-O Distrito Federal ganhou na manhã desta sexta-feira sua primeira ciclovia. Ela liga o Lago Norte ao Varjão e à entrada do Paranoá, e tem 12,5 km de extensão. O custo da obra foi de R$ 1,2 milhão. A intenção é tornar mais seguro o trânsito na região, onde carros dividem o espaço com ciclistas que pedalam por lazer, e moradores do Varjão que usam a bicicleta para trabalhar.

Ao todo, a intenção do governo do DF (GDF) é construir 600 km de ciclovias em todo o Distrito Federal. Os pontos onde elas serão implantadas – os de maior fluxo de bicicletas – foram definidos com a ajuda da Organização Não-Governamental (ONG) Rodas da Paz, que luta pelos direitos dos ciclistas. Além da ciclovia do Lago Norte, que já ficou pronta, três já estão em construção – as de São Sebastião, Samambaia e Itapoã – e 24 serão licitadas. A previsão de conclusão de todas as pistas é de dois anos. Elas devem custar R$ 50 milhões ao GDF.

O presidente da Rodas da Paz, Maurício Gonçalves, comemorou o fato de o DF ter finalmente uma ciclovia. “Brasília estava atrasada. É um avanço dentro da política de mobilidade urbana. Só no Plano Piloto, temos 40 mil ciclistas trafegando por semana, sem condições de segurança satisfatórias”, afirmou.

Segundo estimativa da Rodas da Paz, uma média de 50 ciclistas morrem e 1, 9 mil são feridos em acidentes a cada ano no Distrito Federal. Além disso, de acordo com dados do Departamento de Trânsito do DF (Detran), de janeiro a junho deste ano já houve registro de 25 acidentes com vítimas fatais envolvendo bicicletas.

Fonte: Correioweb



Hoje é o Dia do Ciclista
   
Marina Franceschini / Mário Reis    

Pista sinalizada, exclusiva para pedestres e ciclistas. São 12,5 km de ciclovia do Centro de Atividades 6 do Lago Norte até a entrada do Paranoá.

Luís não sabia da inauguração e fez o percurso pelo acostamento da estrada, mas diz que é a última vez que se arrisca. “Eu vou andar pela ciclovia porque é mais seguro“, afirma.

Cerca de 400 ciclistas devem passar pelo local diariamente, principalmente os moradores da região que vão para o trabalho de bicicleta. A ciclovia também tornou os passeios mais seguros: caminhada longe dos carros.

“A gente pode andar na calçada, não precisa andar no meio da pista arriscando nossas vidas“, diz a balconista Francisca Chagas.

“A gente tinha que subir até o Lago Norte para fazer caminhada, arriscando a vida. Os ciclistas também usam para ir trabalhar. Foi muito bom“, aprova a cabeleireira Elisângela Maia.

A construção do trecho de ciclovia é a primeira etapa do programa Pedala DF. Ciclistas querem mais. “Eu acho que até no Varjão está tudo ótimo. Mas a partir da via do Lago Norte, até chegar na W3 Norte, ainda está muito inseguro“, alerta o operador de caixa Melvedeque Lima.

Não tem ciclovia na Estrada Parque Península Norte, onde um idoso foi atropelado enquanto caminhava na calçada no início deste mês. É o trecho mais perigoso.

“Eu acredito que durante o ano de 2008 nós teremos mais essa ciclovia no Lago Norte”, afirma o administrador do Lago Norte, Humberto Léda.

Fonte: DFTV



Brasília terá 600 quilômetros de ciclovias até 2010, diz secretário

Clara Mousinho
Da Agência Brasil

Brasília - Até 2010, Brasília terá a maior malha cicloviária do país, com 24 pistas e 600 quilômetros de extensão. A informação foi dada pelo secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga, ao participar da inauguração da primeira pista. A obra custou R$ 1,2 milhão governo do Distrito Federal.

A pista inaugurada hoje (26) atenderá os trabalhadores que vivem na região administrativa do Varjão e trabalham no Lago Norte e normalmente se deslocam de bicicleta. Até o fim deste ano, o brasiliense poderá dispor de mais de 40 quilômetros de ciclovias, com a inauguração de mais três.

Dados do Detran mostram que nos últimos dez anos 552 cilcistas morreram no Distrito Federal, vítimas de acidentes de trânsito. De janeiro a junho deste ano, já houve 23 mortes.

De acordo com o presidente da organização não-governamental Rodas da Paz, Maurício Gonçalves, a iniciativa é importante porque o ciclista de Brasília não é muito respeitado. Ele lembrou, no entanto, que além das obras, haja um trabalho de conscientização dos motoristas. “A construção de ciclovias é importante, mas sem educação não tem como evitar os acidentes”, afirmou.

Para o secretário Alberto Fraga, a educação é importante, porque, mesmo tendo uma rede de ciclovias, há momentos em que o ciclista precisa transitar junto com os demais veículos. “O motorista precisa aprender a respeitar as bicicletas.”

Fonte: Agência Brasil

Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u337713.shtml

Dimenstein apresenta criador de mapa cicloviário

da Folha Online
O personagem da Vila Dimenstein, desta quinta-feira, é o André Pasqualini. O analista de sistemas preparou uma rota alternativa para os paulistanos fugirem do trânsito. A apresentação é de Gilberto Dimenstein.

O videocast é mais um produto gratuito que a Folha Online oferece para seus leitores. A apresentação é de Vivian Retz.

LinkRodas da paz no YouTubeAug 8, '07 3:48 PM
by Rodrigo for everyone
Link: http://youtube.com/user/RodasdaPaz

Vários vídeos sobre o assunto bicicleta e o Rodas da Paz

VideoAtraso nas ciclovias do DFAug 8, '07 3:46 PM
by Rodrigo for everyone
Ciclistas esperam que o Governo do Distrito Federal construa 116 quilômetros ainda este ano. ONG Rodas da Paz diz que para dois terços dos 400 mil ciclistas ...


Import.flv (8.0 MB)

Blog EntryCaminhão atropela e mata ciclistaApr 13, '07 8:37 AM
by Sergio for everyone

VILA PLANALTO
Caminhão atropela e mata ciclista
Da Redação

Uma entrega de limões na mercearia. Essa foi a última tarefa que o ciclista Francisco José de Sousa, 65 anos, executou antes de ser atropelado por um caminhão ontem na Vila Planalto. Ele retornava para casa por volta do meio-dia quando foi surpreendido pelo veículo, que, segundo testemunhas, tinha acabado de fazer uma manobra irregular. Francisco morreu na hora. O caminhoneiro fugiu sem prestar socorro. O caso será investigado pela 2ª DP (Asa Norte).

O acidente ocorreu ao lado do restaurante Traíra Sem Espinha e deixou os moradores do acampamento Rabello, na Vila Planalto, revoltados. “Foi uma imprudência sem tamanho”, desabafou o sobrinho da vítima, Adriano Costa, 24 anos. Segundo testemunhas, o caminhoneiro resolveu economizar alguns metros de percurso e cruzou a pista antes de chegar ao retorno. “Francisco perdeu a vida por causa de 50m de preguiça do caminhoneiro. É revoltante”, protestou Marcone dos Anjos Pereira, 28, o vizinho da vítima.

Uma das testemunhas conseguiu anotar a placa do reboque puxado pelo caminhão. Até o fechamento dessa edição, a polícia ainda não tinha localizado o motorista. Caso seja encontrado, ele responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar) e poderá pegar de dois a cinco anos de prisão, além de perder a carteira de motorista. Outro atropelamento foi registrado pela polícia ontem à tarde nas proximidades da Vila Planalto. Um Honda Civic atingiu Adilson Cunha na avenida L4. Ele sofreu escoriações leves, um corte no supercílio e uma lesão no pé esquerdo. A vítima foi conduzida para o Hospital de Base.
Cinco casos em janeiro

As estatísticas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) apontam que ocorreram 26 acidentes com morte em janeiro de 2007. Desse total, cinco envolveram bicicletas. O número oficial de ciclistas mortos em janeiro ainda não foi divulgado. No ano passado, 59 ciclistas perderam a vida nas ruas e rodovias do DF.

Para o presidente da ONG Rodas da Paz, Leandro Salim, a morte de Francisco José exemplifica o comportamento imprudente de muitos motoristas da cidade. “Como as penas são muito brandas, não existe temor por parte de alguns motoristas em ter que pagá-las”, argumentou. “Veja o caso desse acidente. Caso o motorista seja pego, ele responderá por homicídio culposo. Mesmo tendo fugido do local sem prestar assistência à vítima, que podia sobreviver caso ele não tivesse sido omisso”, completou.

Salim destaca que os dados dos últimos 10 anos apontam que morre um ciclista a cada seis dias. Ele também reclamou da demora para criação de ciclovias no DF. “Além disso, o Detran deveria realizar mais ações para evitar esse tipo de tragédia. É preciso que mais agentes fiscalizem o trânsito, assim como a realização de mais campanhas educativas”, apontou.


Blog EntryCiclovias... será?Jan 30, '07 11:06 AM
by Sergio for everyone
Ciclovias
Construção ainda este ano

As ciclovias devem, finalmente, sair do papel. O governador José Roberto Arruda afirmou ontem que as ciclovias do trabalho serão construídas ainda neste ano. “Eu gosto muito de citar o exemplo do pessoal que vai de São Sebastião para o Lago Sul, de gente que mora no Paranoá, trabalha no Lago Sul e vai de bicicleta pela pista de carros. Essas são duas que a gente quer construir”, afirmou o governador. O presidente da ONG Rodas da Paz, Leandro Salim, comemorou o anúncio. Disse que, se o governo quiser agir, o projeto já está adiantado. “Mas é claro que isso deve vir acompanhado de campanhas de educação no trânsito, pois, mesmo com as ciclovias, em algum ponto os ciclistas precisam usar as pistas comuns”, comentou.

Fonte:
Correio Braziliense, 29 de janeiro de 2007.

Blog EntryCiclistas pedem socorroNov 28, '06 11:29 AM
by Sergio for everyone
Ciclistas pedem socorro

A média de mortes registradas de janeiro a setembro de 2006 já supera os índices de todo o ano passado. Para evitar mais tragédias e garantir segurança de quem pedala, MP forma grupo especial

Marcela Duarte e Guilherme Goulart
Da equipe do Correio

Carlos Vieira/CB
Tiago não gosta de desobedecer as leis de trânsito, mas prefere fazê-lo a cair em bocas-de-lobo sem tampas
 
A insegurança nas vias do Distrito Federal obrigou o ciclista Tiago Rizzotto dos Santos, 21 anos, a ferir as leis de trânsito. Ele prefere andar na contramão dos veículos a arriscar a vida na avenida L3 Norte no trajeto entre a Universidade de Brasília (UnB) e a SQN 215. A dificuldade do estudante de psicologia está na disputa de espaço com os carros. Se andar no sentido correto, ele esbarra nos desníveis impostos pelas bocas-de-lobo. “É um perigo. Ou perco o equilíbrio da bicicleta ao avançar sobre os buracos ou invado a pista e corro o risco de ser atingido. O jeito é ir na contramão”, admitiu.

O medo de Tiago é compartilhado por cerca de 400 mil pessoas que dependem da bicicleta para trabalhar, estudar ou se divertir no Distrito Federal. Quem pedala sabe que, depois do pedestre, é o personagem mais frágil do trânsito. Dados do Departamento de Trânsito do DF (Detran) revelam que 44 ciclistas perderam a vida até setembro deste ano (confira números). A média é de quase cinco mortes por mês — no ano passado, o índice ficou em 4,2 (51 mortes). As tragédias levaram o Ministério Público do DF a formar um grupo especial para analisar o problema e cobrar providências das autoridades locais.

O anúncio foi feito ontem, durante a primeira audiência pública realizada pelo MPDF para debater a insegurança no trânsito para os ciclistas. Representantes da comunidade, de órgãos do governo e especialistas discutiram o tema com a Comissão de Segurança dos Ciclistas (Co-Ciclista). O grupo, formado em setembro deste ano, conta com sete procuradores e um perito do Instituto de Criminalística da Polícia Civil. A comissão é permanente. E trabalha para garantir a implantação de ciclovias e ciclofaixas, investigar a aplicação do dinheiro arrecadado com as multas e exigir do governo local investimento em campanhas educativas.

A convite da Co-Ciclista, fizeram parte da discussão o presidente da organização não-governamental Rodas da Paz, Leandro Salim, o especialista em trânsito e professor da UnB, Paulo César Marques, o perito criminal Marcos Henrique dos Santos, o chefe da Divisão de Educação do Detran, Marcelo Granja e o major do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, Fábio Pizetta. Na platéia, além de ciclistas e motoristas, familiares de vítimas também ouviram atentos as sugestões. A maioria cobrou o cumprimento das leis de trânsito, instalação de equipamentos de segurança e respeito ao ciclista (leia quadro).

“É preciso modificar vários paradigmas. Se continuarmos assim, viveremos no caos. É um trabalho longo, mas demos o primeiro passo”, avaliou a procuradora distrital dos Direitos do Cidadão Ruth Kicis, que preside a Co-Ciclista. Segundo ela, a comissão pedirá ao governo, de imediato, a colocação de telas de proteção nas bocas-de-lobo e esclarecimentos sobre a falta de equipamentos de segurança para quem pedala em pistas recém-inauguradas, como a L3 e a L4 Norte e a via de ligação entre a Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) e a Estrutural.

Mais respeito
Maria Elisabete Davison, 57 anos, acompanhou atenta a audiência pública. Ela perdeu o filho, Pedro, 25 anos, no último dia 19 de agosto. O ciclista morreu depois de ser atingido por um Marea, na altura da 213 Sul. Três meses após a tragédia, Maria Elisabeth fez questão de participar das quatro horas de reunião. “Como mãe de uma vítima, fiz questão de estar presente. Acredito que agora algo pode mudar”, avaliou.

Já o presidente da Rodas da Paz, Leandro Salim, entende que os números de mortes cairão caso o MP consiga exigir o respeito às leis de trânsito. Para ele, não há necessidade, por exemplo, de instituir a emissão de carteiras de habilitação para ciclistas.

“Bicicletas e veículos podem ter uma relação pacífica, se as normas forem colocadas em prática. Também é preciso um projeto de educação para quem pedala, independente se ele pedala para o trabalho ou lazer”, comentou. Dos 400 mil ciclistas brasilienses, 5 mil integram grupos organizados voltados para o exercício físico, segundo a ONG. O restante usa a bicicleta como meio de transporte.


Fatalidade

51 PESSOAS
em bicicletas morreram no DF no ano passado

44 MORTOS
foram registradas até setembro de 2006 nas vias locais

400 MIL
brasilienses andam de bicicleta, segundo estimativas de ONG


Para melhorar

O que os ciclistas querem
  • Cumprimento da Lei 3639 de 2005, que prevê a construção de ciclovias nas novas pistas do Distrito Federal
  • Instalação de bocas-de-lobo seguras nas vias do DF
  • Fiscalização da aplicação da verba arrecada com multas pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran)

    Qual a posição do MPDF
  • Os promotores cobrarão, nos próximos dias, explicações dos representantes do governo sobre a falta de ciclovias nas avenidas L3 e L4 Norte, recentemente duplicadas
  • O MPDF requisitará que as bocas-de-lobo sejam tampadas, a fim de evitar acidentes com pedestres e ciclistas
  • O Código de Trânsito Brasileiro prevê a aplicação do dinheiro arrecadado com multas em educação, fiscalização e sinalização de trânsito. A Co-Ciclista, comissão criada em setembro pelo MPDF, tem investigado o uso dessa verba.


  • À espera das ciclovias

    Um dos temas mais discutidos no encontro no MPDF foi a construção de faixas exclusivas para os ciclistas. Os participantes reclamaram, especialmente, da demora do governo em começar as obras de 15 microrredes. Os projetos, aprovados pela Secretaria de Obras do Distrito Federal, beneficiarão 13 regiões administrativas com 153km de asfalto. Mas apenas uma delas, a de ligação entre o Paranoá e o Itapoã, começou neste ano. O trecho da invasão está pronto. O restante, parado. Não há previsão orçamentária em 2007 para a conclusão.

    A secretária-adjunta de Obras, Fátima Có, explicou que há R$ 9 milhões reservados às ciclovias. “A verba servirá para 80km, mas só em 2007”, afirmou. Enquanto isso, os ciclistas das duas cidades se sentem seguros apenas na metade do caminho. “O jeito é sair do Itapoã e, a partir do balão, voltar para a pista principal. É um perigo, tem caminhão demais”, contou o cabeleireiro Salvador da Luz de Carvalho, 21. Ele usa a bicicleta todos os dias para economizar R$ 2 em passagens de vans.

    “Já que não tem faixas exclusivas para as bicicletas, por que não se diminui a velocidade das vias? O Eixão, por exemplo, poderia oferecer maior segurança se a velocidade fosse reduzida para 60km/h”, defendeu o professor Paulo César Marques, especialista em trânsito da Universidade de Brasília. (GG e MD)


    Blog EntryBicicleta no Correio BrazilienseNov 8, '06 6:21 AM
    by Sergio for everyone
    Mais da metade dos ciclistas usa a bicicleta como meio de transporte

    Bárbara Renault
    Do CorreioWeb

    GDF/Divulgação


    Programa Cicloviário já está em prática em algumas cidades, como no Paranoá. Outras 12 devem receber a estrutura

    07/11/2006
    15h07
    -Qualidade, praticidade e economia. Esses são os motivos para que 53% das bicicletas vendidas no Brasil sejam usadas com meio de transporte do ciclista, ao invés de ser utilizada apenas para o lazer. De acordo com dados do Instituto Pedala Brasil (IPB), a frota de bicicletas na região Centro-Oeste é a menor do Brasil. Ainda assim, os números surpreendem. Estima-se que 4,8 milhões estão em circulação, o equivalente a 8% do país. No Distrito Federal, especula-se um total de 1,5 milhão, sendo 500 mil para o transporte. O Nordeste e o Sudeste são partes do país que possuem a maior frota circulante por dia: 42 milhões.

    Segundo a diretora executiva do IPB, Ana Lia de Castro, as estatísticas sobre a bicicleta no Brasil são altas. A dificuldade de encontrar um espaço maior para ela está no preconceito e na falta de ações do poder público. “Bicicleta hoje, como meio de transporte, é sinônimo de segregação, coisa de pobre, não é seguro e faltam incentivos. Temos que mudar esse raciocínio. Bicicleta é um veículo saudável e barato”, afirma.

    A diretora ressalta a ‘falta de visão’ dos gestores públicos sobre a viabilidade econômica da bicicleta aos empregados do setor público e privado. “O que se paga ao operário por mês com vale-transporte é o suficiente para manter um ano de bicicleta. Mas não basta lhe dar o veículo, tem-se que oferecer todo o suporte adequado”, finaliza.

    A bicicleta foi eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o símbolo de transporte sustentável do planeta. “A sociedade, o meio ambiente e a saúde humana entram em equilíbrio quando este modal se torna viável para a população e para o Estado”, afirma Nazareno Affonso, coordenador geral do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte (MDT).

    Investimentos
    Uma pesquisa encomendada pelo Ministério das Cidades aponta que a infra-estrutura para a circulação de bicicletas no país cresceu 680% em cinco anos. O Brasil possui a 5ª maior frota mundial de veículos e conta com 2.400 quilômetros de ciclovias. A Alemanha, que aparece em 4º lugar, possui mais de 100 mil quilômetros.

    No DF, duas leis foram sancionadas nos últimos dois anos para implantar a cultura do ciclismo. A Lei 3.639/05 prevê a criação de ciclovias nas rodovias distritais. Já a Lei 3.885/06 propõe uma política de mobilidade urbana cicloviária na região, com estímulo ao uso do veículo como meio de transporte e implantação de infra-estrutura adequada.

    De acordo com a coordenadora do grupo de trabalho do Programa Cicloviário do DF, Maria de Fátima Có, a legislação está sendo respeitada. No orçamento do próximo ano, R$ 9 milhões estão reservados para a construção das faixas e vias para ciclistas. “Essa verba é suficiente para construir pelo menos 80 quilômetros de vias. O nosso projeto, que atende 13 regiões administrativas, possui 157 quilômetros. Se continuarmos com a mesma vontade, em dois anos, podemos ter todas as ciclovias prontas”, confirma.

    Projetos para Brasília
    Fátima Có explica que, dos 15 projetos cicloviários, quatro já foram elaborados para o DF. Três deles estão em processo de licitação: Samambaia (com 11,5 quilômetros), Planaltina (3,5 quilômetros) e Varjão-Lago Norte (2,9 quilômetros).

    Um projeto piloto – 6,5 quilômetros de ciclovia entre Itapuã e Paranoá - está em desenvolvimento. “Mas esse projeto está sendo feito sem verba, apenas com a colaboração do DER (Departamento de Estradas e Rodagem). Em quase um ano, só tivemos um quilômetro asfaltado. Mas que está sendo aproveitado por ciclistas e é um sucesso”, afirma.

    Ciclistas desafiam o perigo nas ruas do DF para trabalhar de ‘magrela’

    Bárbara Renault
    Do CorreioWeb

    GDF/Divulgação


    Faixas e vias cicloviárias estão sendo projetadas no DF para zerar os acidentes entre veículos motorizados e bicicletas

    07/11/2006
    15h10
    -A bicicleta costuma ser vista unicamente como uma opção de lazer e esporte. Pensá-la como um meio de transporte passa longe do pensamento de muita gente. Mas as vantagens para a saúde – e por que não dizer para o bolso - fazem com que a mudança desta cultura seja um desafio, que vai além dos projetos de lei, repasse de verbas ou pressão de organizações não-governamentais.

    Os entendidos no assunto avaliam que todos os segmentos da sociedade - comunidade, empresariado, órgãos de trânsito, educação e segurança, entre outros - precisam se envolver para que o transporte cicloviário não se torne inviável. E não só estruturalmente. Organizações não-governamentais alertam para a educação e conscientização de motoristas e pedestres, incentivos a empresas e órgãos para adaptarem os locais de trabalho e novos planos de segurança para atenderem a nova demanda.

    Há dez anos, o servidor público Lyel Campanatti, 39 anos, pedala, diariamente, cerca de 12 quilômetros de casa ao trabalho, do Lago Sul à L4 Norte, no Plano Piloto. Para ele, a principal dificuldade está no trânsito que enfrenta durante o trajeto. “Os motoristas são mal-educados e mal-informados. Acham que os ciclistas são intrusos, não devem circular nas pistas. Já o governo é negligente e omisso. Sabem dos nossos problemas, inventam promessas e nada fazem. O ciclista é frágil e precisa de proteção tanto quanto o pedestre que tem sua calçada”, afirma.

    De acordo com estatísticas do Departamento de Trânsito do DF (Detran), nos últimos cinco anos, foram registrados 4.611 acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. Em 342 casos, o ciclista foi vítima fatal.

    Além de infra-estrutura nas vias, os adeptos dessa modalidade de transporte alertam para a falta de suporte nas empresas e órgãos administrativos, onde trabalham. O designer gráfico André Schutz, 31 anos, pedala sete quilômetros de casa ao trabalho, na Asa Sul. Ao chegar na empresa, porém, tem que se trocar em um pequeno banheiro, sem chuveiro. Ele afirma que a ‘falta do banho’ o fez reduzir as pedaladas ao trabalho de cinco para três vezes por semana.

    “É um inconveniente para dias de calor ou frio. Sei que é difícil exigir de uma empresa privada que implante vestiários ou duchas em suas dependências. Mas existem órgãos públicos, como a Procuradoria Geral da República, que oferecem este mínimo de infra-estrutura aos servidores. O governo podia incluir esse tipo de incentivo ao implantar a cultura do ciclismo como transporte para o trabalho. É essencial”, sugere Schutz.

    Segurança
    Outro empecilho que os ciclistas enfrentam no percurso diário a caminho do trabalho refere-se aos assaltos. O auxiliar de enfermagem Ricardo João Oliveira, 27 anos, já foi alvo de criminosos por três vezes. Morador do bairro Vicente Pires, todos os dias, ele pedala cerca de 20 quilômetros até o trabalho, na Asa Norte. “Na via Estrutural, tem um posto policial que parece enfeite. Todas às vezes que fui assaltado, foi perto de lá. E quando ia me queixar, diziam que nada podiam fazer. Eu teria que registrar ocorrência na 3ª DP”, reclama.

    A alternativa que Oliveira encontrou para fugir dos assaltos foi mudar diariamente seus itinerários. “É mais seguro, mas muito mais cansativo também. Um percurso que eu faço em 40 minutos, eu acabo fazendo em 1h30. Sem contar o trânsito, que é muito mais pesado em algumas rodovias que em outras”, ressalta.

    Para garantir mais segurança contra roubos e furtos de bicicletas, algumas vertentes sugerem o cadastro e documentação desses veículos, tal qual é feito com os automóveis. Para a diretora do Instituto Pedala Brasil (IPB), Ana Lia de Castro, a proposta é inviável. “Registrar significa também pagar impostos, receber multas, ser vigiado e vistoriado. O ciclista não merece nenhuma sanção hoje se não lhe oferecem nada em troca”, justifica.

    Confira dados sobre acidentes envolvendo ciclistas nos últimos cinco anos:

    • Acidentes de trânsito com vítima fatal envolvendo ciclistas

    TIPO DE VIA

    ANO

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    2005

    TOTAL

    URBANA

    27

    21

    29

    32

    16

    26

    151

    RODOVIA (DF)

    28

    18

    19

    25

    25

    32

    147

    RODOVIA (BR)

    4

    3

    9

    13

    6

    9

    44

    TOTAL

    59

    42

    57

    70

    47

    67

    342



    • Acidentes de trânsito com vítima envolvendo ciclistas

    TIPO DE VIA

    ANO

    2000

    2001

    2002

    2003

    2004

    TOTAL

    URBANA

    563

    624

    748

    784

    795

    3.514

    RODOVIA (DF)

    146

    172

    182

    236

    251

    987

    RODOVIA (BR)

    16

    17

    27

    36

    14

    110

    TOTAL

    725

    813

    957

    1.056

    1.060

    4.611



    Fonte: Detran-DF

    Projeto pretende integrar bicicleta aos meios de transporte públicos

    Bárbara Renault
    Do CorreioWeb

    GDF/Divulgação



    07/11/2006
    15h14
    -Todos os dias, o jardineiro Aroldo Joaquim Coelho, 34 anos, pedala nove quilômetros de sua casa, no Areal, até o Guará para trabalhar. Ele ganha em média dois salários mínimos por mês em serviços informais. O único meio de locomoção que utiliza é a bicicleta. Já foi atropelado duas vezes, assaltado inúmeras e quase perdeu um dedo do pé ao cair com seu veículo em um buraco. Aroldo representa o perfil do brasiliense, traçado pelo grupo de trabalho do Programa Cicloviário do Distrito Federal, que utiliza a bicicleta como meio de transporte e todos os dias tem que lidar com as aventuras da cidade para se sustentar.

    O perfil do ciclistas que será atendido pelo programa é predominantemente masculino, trabalhador doméstico informal - não remunerado com vale-transporte -, utiliza como único meio de locomoção a bicicleta, trabalha na região próxima de onde reside e é a principal vítima dos acidentes de trânsito envolvendo essa modalidade de transporte. O grupo foi criado no ano passado e em meados deste ano apresentou o primeiro projeto de ciclovias do DF. Segundo a coordenadora, Maria de Fátima Có, as faixas e vias foram projetadas com base nesse trabalhador de baixa renda.

    “O nosso objetivo inicial é atender esse público. Melhorar as condições para que não desistam desse meio. Por isso, pensamos em micro-redes. Serão ciclovias de, no máximo, 15 quilômetros em 13 regiões administrativas. Futuramente, poderemos pensar em algo maior, ligando grandes cidades do DF”, explica. “Os efeitos não serão tão imediatos, porém gradativos, crescentes e sustentáveis, visando a melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos cidadãos”.

    Nos próximos dois anos, 157 quilômetros de ciclovias devem ser construídas no DF. Para o ano que vem, foram reservados R$ 9 milhões para as obras de infra-estrutura. Quatro dos 15 projetos previstos serão priorizados: Samambaia (com 11,5 quilômetros), Planaltina (3,5 quilômetros), Varjão-Lago Norte (2,9 quilômetros) e Itapuã-Paranoá (6,5 quilômetros).

    “Esses projetos farão parte do Programa Brasília Integrada, que pretende unir todos os meios de transporte. Então, se um trabalhador tem que pegar dois ônibus para chegar ao seu destino, ele poderá ir de bicicleta até a estação do metrô, pro exemplo, e pagar por apenas um transporte. Esse é o objetivo: praticidade e economia, com segurança”, ressalta Fátima Có.

    Além do Programa Cicliviário, que engloba todas as fases de campanhas educativas e de fiscalização, o grupo apresentou ao Governo do Distrito Federal (GDF) o Manual de Sinalização Cicloviária do DF. O material indica a padronização das placas de regulamentação, advertência e identificação das vias e faixas para ciclistas.

    Fiscalização e educação
    O tripé do trânsito é baseado em ações de engenharia, fiscalização e educação. Para o presidente da ONG Rodas da Paz, Leandro Salim Kram, que também integra o grupo de trabalho do Programa Cicloviário, o primeiro passo foi elaborado com sucesso. Basta colocar em prática. Mas critica a inércia do governo local em começar as demais etapas.

    “Mas todo esse processo não precisa seguir necessariamente uma ordem. Se só teremos verba para construir as vias e faixas no ano que vem, por que já não começamos a educar e conscientizar a população”, indaga. “Essa será uma etapa muito mais longa e difícil, depende de boas ações e da boa vontade das pessoas”, argumenta Kram.

    As estatísticas divulgadas pelo Departamento de Trânsito do DF reforçam a importância de campanhas educativas. Nos últimos cinco anos, foram registrados 4.611 acidentes de trânsito envolvendo ciclistas. Neste período, 342 morreram nas vias urbanas e rodovias que cortam o DF. “Apesar de os números serem altos, o risco de acidente não o faz desistir da bicicleta. É uma oportunidade de economizar com gastos em transporte”, alerta Kram.

    Brasiliense usa ‘magrela’ para trabalhar e perde 70 quilos

    Bárbara Renault
    Do CorreioWeb

    Arquivo pessoal/ Correio Braziliense


    Frederico (acima e centro) perdeu 70 kg no pedal de casa ao trabalho. Joaquim vê na bicicleta acessibilidade e inclusão

    07/11/2006
    15h12
    -A prática do pedal como meio de transporte não é para qualquer aventureiro. É preciso muita disposição para encarar os desafios que o Distrito Federal oferece. Apesar das dificuldades, como falta de infra-estrutura e segurança, o número de adeptos a essa modalidade não pára de crescer. O uso do modal cresceu 26% do DF nos últimos cinco anos, segundo entidades do setor. Além da falta de um transporte público adequado e da economia no bolso no fim do mês, a qualidade de vida é o principal motivo para o uso da bicicleta.

    José Frederico Martins, 32 anos, ex-fumante, 84 quilos, é um estimulante exemplo dos benefícios do pedal. Há seis meses, ele pesava 154 quilos, sofria com as crises de hipertensão e a diabetes, lutava contra as altas taxas de colesterol e chegou a entrar na fila para a cirurgia de redução de estômago. “Eu estava com 32 anos e quase morrendo. Tentei dietas, academias, mas nada funcionava. Me sentia sufocado, pressionado. Até que resolvi comprar a bike. No início, foi muito difícil. Eu ia para o trabalho pedalando, mas não agüentava voltar. Eu deixava a bicicleta lá por dois, três dias. Até que eu mesmo fui me incentivando e acabou mudando a minha vida”, conta.

    Todos os dias, faça chuva ou faça sol, Frederico pedala 34 quilômetros de Ceilândia Sul, onde mora, ao Setor Comercial Sul. Recentemente, o encarregado de pessoal conseguiu um segundo emprego como vigilante, em Samambaia. Em todos os percursos, vai de bicicleta. “Me viciei. Tenho que pedalar todos os dias. Há algumas semanas, roubaram minha bicicleta e eu fiquei duas semanas sem pedalar. Engordei seis quilos”, surpreende.

    De acordo com o personal trainner Emerson Baldez, a bicicleta é um dos exercícios aeróbicos mais indicados para a perda de calorias e gorduras. Ele ressalta, no entanto, que o principal ingrediente para revitalizar o corpo é o prazer e disposição. “Exercícios feitos ao ar livre, sem pressão, mas com disciplina, são os que apresentam os melhores resultados, porque não são feitos por obrigação. Se uma pessoa quer ter um bom rendimento em qualquer atividade, basta encará-la como um lazer”, afirma.

    Um meio acessível
    Outro exemplo de superação chama-se Joaquim da Silva Sousa, 27 anos. Em 1998, ele foi vítima de um câncer ósseo e teve que amputar a perna esquerda. O esporte foi o meio que ele encontrou para se reerguer e dar um novo sentido à vida. “Comecei com a bicicleta como todo deficiente que pratica algum esporte: não desistir de viver. E me apaixonei. Ela me deu outra oportunidade de ser feliz”. Hoje, o atleta se empenha na busca por uma vaga no ParaPan 2007, que será realizado no Rio de Janeiro em julho do próximo ano.

    Além de uma nova vida, o ciclismo foi um meio de inclusão social do jovem técnico de contabilidade. A falta de acessibilidade para os portadores de deficiência física nas ruas, calçadas e, principalmente, transporte público no DF pôde ser contornada com a ajuda da ‘magrela’. Ele pedala de 40 a 80 quilômetros por dia. Seja por treino, transporte ou lazer.

    “A maior aventura que existe para um deficiente é andar de ônibus”, brinca. “Se os ônibus hoje não atendem nem as necessidades das pessoas sem deficiência, que dirá a nós. Os degraus são altos, os bancos não têm apoio. Com a bicicleta, eu me sinto livre para ir a qualquer lugar. É onde me encaixo e sou bem aceito”, complementa.

    Blog EntryCoelhinho da Páscoa de bicicletaApr 10, '06 1:35 PM
    by Sergio for everyone

    Acontece na Bélgica.

    Para testar os ciclovias de maneira lúdica, o coelho da Páscoa usou a bicicleta-ovo-medidor (ei-meetfiets) como podem ver na foto no artigo http://www.standaard.be/Artikel/Detail.aspx?artikelid=DMF08042006_032 tem ovos no bagageiro e no fim do trajeto vão verificar o que sobrou. A quantidade de ovos que sobrou é indicaçao da qualidade do trajeto.



    Para alertar os governos de consertarem as ciclovias quando necessário.

    Mais tarde um professor universitário vai fornecer por meio de medidor de vibraçoes dados um pouco mais científicos.

    Tudo isso é uma iniciativa da associaçao de ciclistas.


    Blog EntryVia expressa para ciclistasMar 29, '06 12:41 AM
    by Rodrigo for everyone
    do CorreioWeb

    TRANSPORTE
    Via expressa para ciclistas

    Programa Cicloviário atenderá moradores de 13 regiões administrativas que usam a bicicleta para ir ao trabalho e à escola. Primeira pista a ficar pronta terá 6,5km e ligará Itapoã ao Paranoá

    Guilherme Goulart
    Da equipe do Correio

    A estrutura viária do Distrito Federal está prestes a ganhar uma nova concepção adaptada ao ciclista. A conclusão do relatório final do Programa Cicloviário da capital definiu a construção de ciclovias em 13 regiões administrativas. Os projetos de 15 microrredes prevêem a colocação de 153km de asfalto em trechos urbanos e rodoviários para uso exclusivo de quem depende da biclicleta para trabalho, estudo, esporte ou lazer. O custo estimado das obras é de R$ 15 milhões.

    O documento, entregue ontem ao governador Joaquim Roriz (PMDB) durante cerimônia de inauguração do viaduto da BR-060, em Santo Antônio do Descoberto (GO), levou quase dois anos para ser elaborado. O trabalho teve início em setembro de 2004, a partir de quatro projetos de ciclovias considerados emergenciais no Distrito Federal: Varjão, Samambaia, Planaltina e Paranoá/Itapoã. Representantes da Secretaria de Obras do DF, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da ONG Rodas da Paz se uniram para pensar em alternativas para os ciclistas.

    Os projetos das ciclovias ganharam mais força em setembro do ano seguinte, quando um decreto assinado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) criou um grupo especializado para desenvolver as ciclovias na capital. Juntou-se à equipe inicial uma empresa de consultoria, responsável até pela padronização das placas instaladas nos caminhos exclusivos para ciclistas. Durante o estudo, técnicos percorreram as principais rotas das pedaladas e traçaram o perfil dos ciclistas em cada região. Optaram por dar prioridade a trabalhadores e estudantes, para que possam usar a bicicleta como meio de transporte.

    A maior dificuldade ficou na adaptação de algumas vias cicloviárias ao tráfego urbano. “Além da segurança, houve a criação de uma política alternativa de transporte. No fim das contas, todos os planos de ciclovias foram desenvolvidos em torno do tripé engenharia, educação e fiscalização”, explicou o presidente da Rodas da Paz, Leandro Salim.

    De todos os projetos, os mais adiantados são justamente os quatro considerados emergenciais. As obras começaram na DF-001, no trecho de 6,5km entre Itapoã e Paranoá. A rodovia tem trânsito intenso de estudantes e trabalhadores das duas regiões administrativas. Levantamento na área revelou que cerca de 4 mil bicicletas disputam espaço com carros, ônibus e caminhões, entre 16h e 19h. Boa parte do trecho não conta com acostamento asfaltado. E a via tem apenas uma faixa em cada sentido.

    Risco no asfalto
    A ciclovia na DF-001 será paralela à rodovia. Até agora a alternativa para os ciclistas conta apenas com o terreno terraplenado, o que não atrai boa parte dos moradores. O pedreiro Vagner Lima, 33, também morador do Itapoã, se arrisca na pista de asfalto para seguir até o Paranoá. Ontem, ele carregava na garupa da bicicleta o filho Breno, 4. “É uma área perigosa, a gente sabe. Mas às vezes não tem outra alternativa”, afirmou.

    Os amigos Genes Alves Moraes e Pedro Conceição Bráz, ambos de 18 anos, pedalam todos os dias pelo local. Eles moram no Itapoã e têm compromissos no Paranoá. Genes entrega lanches; Pedro estuda. Os dois testemunharam pelo menos dois atropelamentos de ciclistas no ano passado. Apesar do medo, enfrentam a rodovia para economizar o dinheiro da passagem de ônibus. “Graças a Deus, nunca aconteceu nada conosco. Sem um caminho exclusivo para a gente, fica muito perigoso”, disse Pedro.

    O relatório revelou a possibilidade de construção de ciclofaixas para lazer e esporte, no Lago Sul, onde muitos atletas treinam para competições, e no Parque da Cidade. No Plano Piloto, está em estudo uma ciclovia para atender a L3 Norte, que passa ao longo da Universidade de Brasília (UnB). Também existe a hipótese de construção de outra na L4, nos setores de clubes Sul e Norte.

    O relatório entregue ao governador sugere a criação de um setor público para administrar os transportes no DF. Estão previstos bicicletários e pontos de apoio nos trechos para ciclistas. As novas rodovias e vias públicas também deverão prever a construção da infra-estrutura cicloviária.

    Os projetos de ciclovias deverão ser financiados com recursos do GDF e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o Detran/DF, 342 ciclistas perderam a vida nas ruas da capital, desde 2000.


    O número
    Tragédias
    342 ciclistas perderam a vida nas vias do DF desde 2000, segundo o Detran/DF


    Blog EntryCiclovia irá ligar Itapoã ao Paranoá Feb 3, '06 10:16 PM
    by Rodrigo for everyone

    Ciclovia irá ligar Itapoã ao Paranoá


    Do CorreioWeb

    03/02/2006
    18h43
    -O Distrito Federal vai ganhar uma série de ciclovias para os moradores terem uma alternativa de transporte, além dos ônibus e lotações. Com 6,5 quilômetros, a primeira começou a ser construída nesta sexta-feira. Ela vai ligar o Itapõa ao Paranoá. “Há muitas pessoas que trabalham e estudam no Paranoá”, justificou o chefe do 2º Distrito do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER), Muitolo de Melo Santos.

    A ciclovia vai custar R$ 650 mil e levará quatro meses para ficar pronta. Segundo Melo Santos, a intenção do projeto Cicloviário é criar vias para bicicletas em todo o DF. Os estudos não foram concluídos ainda, mas a idéia é que o espaço também seja implantado entre Samambaia e Gama, entre o Varjão e o Lago Norte, em Planaltina e no Lago Sul.

    “Nossa primeira preocupação é com o transporte”, disse o engenheiro, ao se referir à dificuldade dos moradores com as caras tarifas de ônibus e lotações, que chegam a R$ 3. O lançamento da obra foi na manhã de hoje, no Itapoã.


    Blog EntryManifestação na DF-463Jan 24, '06 6:52 AM
    by Sergio for everyone
    Sábado, 21 de Janeiro de 2006

    Reportagem


    Manifestação na DF-463
    Fernando Freire / João Raimundo

    O protesto ocupou uma faixa da DF-463, onde essa semana foram atropelados dois ciclistas. O pedreiro Valdivino Pereira dos Santos ia para o trabalho quando foi atingido por um carro, pelo acostamento. O irmão de Valdivino, Lenilson Pereira dos Santos, de 23 anos, também foi atingido e morreu no Hospital de Base.

    “Perder um parente é muito ruim. Dois é demais! Eu quero que todo mundo tenha consciência que é pesado, é triste. Eu estou muito sentida!”, desabafou Dionísia Carvalho, dona de casa.

    Há cinco anos, Odete Silva perdeu o marido também atropelado. “Ele saiu de casa para trabalhar e foi atropelado”, contou a dona da casa.

    Os moradores de São Sebastião carregaram faixas de protesto e as bicicletas praticamente destruídas no acidente.

    Os manifestantes pediram a duplicação da DF-463, pista que liga São Sebastião ao Lago Sul. Alegaram que o fluxo de carros é intenso e como muita gente vai trabalhar de bicicleta, também pediram a construção de uma ciclovia no terreno ao lado da rodovia.

    “Brasília só ganha com isso. O governo tem que investir nesse tipo de transporte, que é barato e não polui”, afirmou Osmane Silva, cozinheiro.

    No local do atropelamento eles colocaram as duas bicicletas, num sinal de apelo para o fim da violência no trânsito. “Infelizmente, nos últimos dez anos nós tivemos 600 mortes. É um número lastimável e absurdo para o DF. A comunidade de São Sebastião não tem automóvel. Mais da metade anda de bicicleta. Duplicar a rodovia não basta. Eles realmente precisam de uma ciclovia”, acrescentou Leandro Kramp, presidente da ONG Rodas da Paz.

    Segundo a superintendente de Trânsito do DER, Mônica Veloso, nos próximos dias serão iniciadas as obras para a construção de quatro ciclovias: em Samambaia, Itapuã, Planaltina e Varjão. Ao todo, R$ 5 milhões serão investidos no projeto.

    O DER também vai fazer um estudo para definir mais 15 locais onde serão construídas pequenas redes cicloviárias, de acordo com as necessidades da população.

    Fonte: http://redeglobo6.globo.comhttp://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060121-144336-0,00.html


    Bicicleta na Via
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