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o projeto piloto da primeira Ciclovia Participativa, uma idéia dU Biker para criar ciclovias em periferias abandonadas UB_New.mov (11.5 MB)

|  | Fotos da inauguração da primeira (de inúmeras, espera-se!) ciclovia de transporte em Brasília. |
DF ganha a primeira ciclovia, entre Varjão ao Lago Norte
Mariana Blanco Do CorreioWeb
Atualizada às 14h27
26/10/2007 13h57-O Distrito Federal ganhou na manhã desta sexta-feira sua primeira ciclovia. Ela liga o Lago Norte ao Varjão e à entrada do Paranoá, e tem 12,5 km de extensão. O custo da obra foi de R$ 1,2 milhão. A intenção é tornar mais seguro o trânsito na região, onde carros dividem o espaço com ciclistas que pedalam por lazer, e moradores do Varjão que usam a bicicleta para trabalhar.
Ao todo, a intenção do governo do DF (GDF) é construir 600 km de ciclovias em todo o Distrito Federal. Os pontos onde elas serão implantadas – os de maior fluxo de bicicletas – foram definidos com a ajuda da Organização Não-Governamental (ONG) Rodas da Paz, que luta pelos direitos dos ciclistas. Além da ciclovia do Lago Norte, que já ficou pronta, três já estão em construção – as de São Sebastião, Samambaia e Itapoã – e 24 serão licitadas. A previsão de conclusão de todas as pistas é de dois anos. Elas devem custar R$ 50 milhões ao GDF.
O presidente da Rodas da Paz, Maurício Gonçalves, comemorou o fato de o DF ter finalmente uma ciclovia. “Brasília estava atrasada. É um avanço dentro da política de mobilidade urbana. Só no Plano Piloto, temos 40 mil ciclistas trafegando por semana, sem condições de segurança satisfatórias”, afirmou.
Segundo estimativa da Rodas da Paz, uma média de 50 ciclistas morrem e 1, 9 mil são feridos em acidentes a cada ano no Distrito Federal. Além disso, de acordo com dados do Departamento de Trânsito do DF (Detran), de janeiro a junho deste ano já houve registro de 25 acidentes com vítimas fatais envolvendo bicicletas.
Fonte: Correioweb
Hoje é o Dia do Ciclista Marina Franceschini / Mário Reis Pista sinalizada, exclusiva para pedestres e ciclistas. São 12,5 km de ciclovia do Centro de Atividades 6 do Lago Norte até a entrada do Paranoá. Luís não sabia da inauguração e fez o percurso pelo acostamento da estrada, mas diz que é a última vez que se arrisca. “Eu vou andar pela ciclovia porque é mais seguro“, afirma. Cerca de 400 ciclistas devem passar pelo local diariamente, principalmente os moradores da região que vão para o trabalho de bicicleta. A ciclovia também tornou os passeios mais seguros: caminhada longe dos carros. “A gente pode andar na calçada, não precisa andar no meio da pista arriscando nossas vidas“, diz a balconista Francisca Chagas. “A gente tinha que subir até o Lago Norte para fazer caminhada, arriscando a vida. Os ciclistas também usam para ir trabalhar. Foi muito bom“, aprova a cabeleireira Elisângela Maia. A construção do trecho de ciclovia é a primeira etapa do programa Pedala DF. Ciclistas querem mais. “Eu acho que até no Varjão está tudo ótimo. Mas a partir da via do Lago Norte, até chegar na W3 Norte, ainda está muito inseguro“, alerta o operador de caixa Melvedeque Lima. Não tem ciclovia na Estrada Parque Península Norte, onde um idoso foi atropelado enquanto caminhava na calçada no início deste mês. É o trecho mais perigoso. “Eu acredito que durante o ano de 2008 nós teremos mais essa ciclovia no Lago Norte”, afirma o administrador do Lago Norte, Humberto Léda. Fonte: DFTV
Brasília terá 600 quilômetros de ciclovias até 2010, diz secretário Clara Mousinho Da Agência Brasil Brasília - Até 2010, Brasília terá a maior malha cicloviária do país, com 24 pistas e 600 quilômetros de extensão. A informação foi dada pelo secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga, ao participar da inauguração da primeira pista. A obra custou R$ 1,2 milhão governo do Distrito Federal. A pista inaugurada hoje (26) atenderá os trabalhadores que vivem na região administrativa do Varjão e trabalham no Lago Norte e normalmente se deslocam de bicicleta. Até o fim deste ano, o brasiliense poderá dispor de mais de 40 quilômetros de ciclovias, com a inauguração de mais três. Dados do Detran mostram que nos últimos dez anos 552 cilcistas morreram no Distrito Federal, vítimas de acidentes de trânsito. De janeiro a junho deste ano, já houve 23 mortes. De acordo com o presidente da organização não-governamental Rodas da Paz, Maurício Gonçalves, a iniciativa é importante porque o ciclista de Brasília não é muito respeitado. Ele lembrou, no entanto, que além das obras, haja um trabalho de conscientização dos motoristas. “A construção de ciclovias é importante, mas sem educação não tem como evitar os acidentes”, afirmou. Para o secretário Alberto Fraga, a educação é importante, porque, mesmo tendo uma rede de ciclovias, há momentos em que o ciclista precisa transitar junto com os demais veículos. “O motorista precisa aprender a respeitar as bicicletas.” Fonte: Agência Brasil
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u337713.shtmlDimenstein apresenta criador de mapa cicloviário
da Folha Online O personagem da Vila Dimenstein, desta quinta-feira, é o André Pasqualini. O analista de sistemas preparou uma rota alternativa para os paulistanos fugirem do trânsito. A apresentação é de Gilberto Dimenstein.
O videocast é mais um produto gratuito que a Folha Online oferece para seus leitores. A apresentação é de Vivian Retz.
Ciclistas esperam que o Governo do Distrito Federal construa 116 quilômetros ainda este ano. ONG Rodas da Paz diz que para dois terços dos 400 mil ciclistas ... Import.flv (8.0 MB)
VILA PLANALTO Caminhão atropela e mata ciclista Da Redação
Uma entrega de limões na mercearia. Essa foi a última tarefa que o ciclista Francisco José de Sousa, 65 anos, executou antes de ser atropelado por um caminhão ontem na Vila Planalto. Ele retornava para casa por volta do meio-dia quando foi surpreendido pelo veículo, que, segundo testemunhas, tinha acabado de fazer uma manobra irregular. Francisco morreu na hora. O caminhoneiro fugiu sem prestar socorro. O caso será investigado pela 2ª DP (Asa Norte).
O acidente ocorreu ao lado do restaurante Traíra Sem Espinha e deixou os moradores do acampamento Rabello, na Vila Planalto, revoltados. “Foi uma imprudência sem tamanho”, desabafou o sobrinho da vítima, Adriano Costa, 24 anos. Segundo testemunhas, o caminhoneiro resolveu economizar alguns metros de percurso e cruzou a pista antes de chegar ao retorno. “Francisco perdeu a vida por causa de 50m de preguiça do caminhoneiro. É revoltante”, protestou Marcone dos Anjos Pereira, 28, o vizinho da vítima.
Uma das testemunhas conseguiu anotar a placa do reboque puxado pelo caminhão. Até o fechamento dessa edição, a polícia ainda não tinha localizado o motorista. Caso seja encontrado, ele responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar) e poderá pegar de dois a cinco anos de prisão, além de perder a carteira de motorista. Outro atropelamento foi registrado pela polícia ontem à tarde nas proximidades da Vila Planalto. Um Honda Civic atingiu Adilson Cunha na avenida L4. Ele sofreu escoriações leves, um corte no supercílio e uma lesão no pé esquerdo. A vítima foi conduzida para o Hospital de Base. Cinco casos em janeiro
As estatísticas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) apontam que ocorreram 26 acidentes com morte em janeiro de 2007. Desse total, cinco envolveram bicicletas. O número oficial de ciclistas mortos em janeiro ainda não foi divulgado. No ano passado, 59 ciclistas perderam a vida nas ruas e rodovias do DF.
Para o presidente da ONG Rodas da Paz, Leandro Salim, a morte de Francisco José exemplifica o comportamento imprudente de muitos motoristas da cidade. “Como as penas são muito brandas, não existe temor por parte de alguns motoristas em ter que pagá-las”, argumentou. “Veja o caso desse acidente. Caso o motorista seja pego, ele responderá por homicídio culposo. Mesmo tendo fugido do local sem prestar assistência à vítima, que podia sobreviver caso ele não tivesse sido omisso”, completou.
Salim destaca que os dados dos últimos 10 anos apontam que morre um ciclista a cada seis dias. Ele também reclamou da demora para criação de ciclovias no DF. “Além disso, o Detran deveria realizar mais ações para evitar esse tipo de tragédia. É preciso que mais agentes fiscalizem o trânsito, assim como a realização de mais campanhas educativas”, apontou.
Ciclovias
Construção ainda este ano
As ciclovias devem,
finalmente, sair do papel. O governador José Roberto Arruda afirmou
ontem que as ciclovias do trabalho serão construídas ainda neste ano.
“Eu gosto muito de citar o exemplo do pessoal que vai de São Sebastião
para o Lago Sul, de gente que mora no Paranoá, trabalha no Lago Sul e
vai de bicicleta pela pista de carros. Essas são duas que a gente quer
construir”, afirmou o governador. O presidente da ONG Rodas da Paz,
Leandro Salim, comemorou o anúncio. Disse que, se o governo quiser
agir, o projeto já está adiantado. “Mas é claro que isso deve vir
acompanhado de campanhas de educação no trânsito, pois, mesmo com as
ciclovias, em algum ponto os ciclistas precisam usar as pistas comuns”,
comentou.
Fonte: Correio Braziliense, 29 de janeiro de 2007.
Ciclistas pedem
socorro
A
média de mortes registradas de janeiro a setembro de 2006 já supera os
índices de todo o ano passado. Para evitar mais tragédias e garantir
segurança de quem pedala, MP forma grupo especial
Marcela Duarte e Guilherme Goulart
Da equipe do Correio
| Carlos Vieira/CB |
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Tiago não gosta de desobedecer as leis de trânsito, mas prefere fazê-lo a cair em bocas-de-lobo sem tampas
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A
insegurança nas vias do Distrito Federal obrigou o ciclista Tiago
Rizzotto dos Santos, 21 anos, a ferir as leis de trânsito. Ele prefere
andar na contramão dos veículos a arriscar a vida na avenida L3 Norte
no trajeto entre a Universidade de Brasília (UnB) e a SQN 215. A
dificuldade do estudante de psicologia está na disputa de espaço com os
carros. Se andar no sentido correto, ele esbarra nos desníveis impostos
pelas bocas-de-lobo. “É um perigo. Ou perco o equilíbrio da bicicleta
ao avançar sobre os buracos ou invado a pista e corro o risco de ser
atingido. O jeito é ir na contramão”, admitiu.
O medo de Tiago é compartilhado por cerca de 400 mil pessoas que
dependem da bicicleta para trabalhar, estudar ou se divertir no
Distrito Federal. Quem pedala sabe que, depois do pedestre, é o
personagem mais frágil do trânsito. Dados do Departamento de Trânsito
do DF (Detran) revelam que 44 ciclistas perderam a vida até setembro
deste ano (confira números). A média é de quase cinco mortes por mês —
no ano passado, o índice ficou em 4,2 (51 mortes). As tragédias levaram
o Ministério Público do DF a formar um grupo especial para analisar o
problema e cobrar providências das autoridades locais.
O anúncio foi feito ontem, durante a primeira audiência pública
realizada pelo MPDF para debater a insegurança no trânsito para os
ciclistas. Representantes da comunidade, de órgãos do governo e
especialistas discutiram o tema com a Comissão de Segurança dos
Ciclistas (Co-Ciclista). O grupo, formado em setembro deste ano, conta
com sete procuradores e um perito do Instituto de Criminalística da
Polícia Civil. A comissão é permanente. E trabalha para garantir a
implantação de ciclovias e ciclofaixas, investigar a aplicação do
dinheiro arrecadado com as multas e exigir do governo local
investimento em campanhas educativas.
A convite da Co-Ciclista, fizeram parte da discussão o presidente
da organização não-governamental Rodas da Paz, Leandro Salim, o
especialista em trânsito e professor da UnB, Paulo César Marques, o
perito criminal Marcos Henrique dos Santos, o chefe da Divisão de
Educação do Detran, Marcelo Granja e o major do Batalhão de Trânsito da
Polícia Militar, Fábio Pizetta. Na platéia, além de ciclistas e
motoristas, familiares de vítimas também ouviram atentos as sugestões.
A maioria cobrou o cumprimento das leis de trânsito, instalação de
equipamentos de segurança e respeito ao ciclista (leia quadro).
“É preciso modificar vários paradigmas. Se continuarmos assim,
viveremos no caos. É um trabalho longo, mas demos o primeiro passo”,
avaliou a procuradora distrital dos Direitos do Cidadão Ruth Kicis, que
preside a Co-Ciclista. Segundo ela, a comissão pedirá ao governo, de
imediato, a colocação de telas de proteção nas bocas-de-lobo e
esclarecimentos sobre a falta de equipamentos de segurança para quem
pedala em pistas recém-inauguradas, como a L3 e a L4 Norte e a via de
ligação entre a Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) e a Estrutural.
Mais respeito
Maria Elisabete Davison, 57 anos, acompanhou atenta a audiência
pública. Ela perdeu o filho, Pedro, 25 anos, no último dia 19 de
agosto. O ciclista morreu depois de ser atingido por um Marea, na
altura da 213 Sul. Três meses após a tragédia, Maria Elisabeth fez
questão de participar das quatro horas de reunião. “Como mãe de uma
vítima, fiz questão de estar presente. Acredito que agora algo pode
mudar”, avaliou.
Já o presidente da Rodas da Paz, Leandro Salim, entende que os
números de mortes cairão caso o MP consiga exigir o respeito às leis de
trânsito. Para ele, não há necessidade, por exemplo, de instituir a
emissão de carteiras de habilitação para ciclistas.
“Bicicletas e veículos podem ter uma relação pacífica, se as normas
forem colocadas em prática. Também é preciso um projeto de educação
para quem pedala, independente se ele pedala para o trabalho ou lazer”,
comentou. Dos 400 mil ciclistas brasilienses, 5 mil integram grupos
organizados voltados para o exercício físico, segundo a ONG. O restante
usa a bicicleta como meio de transporte.
Fatalidade
51 PESSOAS
em bicicletas morreram no DF no ano passado
44 MORTOS
foram registradas até setembro de 2006 nas vias locais
400 MIL
brasilienses andam de bicicleta, segundo estimativas de ONG
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Para melhorar
O que os ciclistas querem
Cumprimento da Lei 3639 de 2005, que prevê a construção de ciclovias nas novas pistas do Distrito Federal
Instalação de bocas-de-lobo seguras nas vias do DF
Fiscalização da aplicação da verba arrecada com multas pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran)
Qual a posição do MPDF
Os promotores cobrarão, nos próximos dias, explicações
dos representantes do governo sobre a falta de ciclovias nas avenidas
L3 e L4 Norte, recentemente duplicadas
O MPDF requisitará que as bocas-de-lobo sejam tampadas, a fim de evitar acidentes com pedestres e ciclistas
O Código de Trânsito Brasileiro prevê a aplicação do
dinheiro arrecadado com multas em educação, fiscalização e sinalização
de trânsito. A Co-Ciclista, comissão criada em setembro pelo MPDF, tem
investigado o uso dessa verba.
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À espera
das ciclovias
Um dos temas mais discutidos no encontro no
MPDF foi a construção de faixas exclusivas para os ciclistas. Os
participantes reclamaram, especialmente, da demora do governo em
começar as obras de 15 microrredes. Os projetos, aprovados pela
Secretaria de Obras do Distrito Federal, beneficiarão 13 regiões
administrativas com 153km de asfalto. Mas apenas uma delas, a de
ligação entre o Paranoá e o Itapoã, começou neste ano. O trecho da
invasão está pronto. O restante, parado. Não há previsão orçamentária
em 2007 para a conclusão.
A secretária-adjunta de Obras, Fátima Có, explicou que há R$ 9
milhões reservados às ciclovias. “A verba servirá para 80km, mas só em
2007”, afirmou. Enquanto isso, os ciclistas das duas cidades se sentem
seguros apenas na metade do caminho. “O jeito é sair do Itapoã e, a
partir do balão, voltar para a pista principal. É um perigo, tem
caminhão demais”, contou o cabeleireiro Salvador da Luz de Carvalho,
21. Ele usa a bicicleta todos os dias para economizar R$ 2 em passagens
de vans.
“Já que não tem faixas exclusivas para as bicicletas, por que não
se diminui a velocidade das vias? O Eixão, por exemplo, poderia
oferecer maior segurança se a velocidade fosse reduzida para 60km/h”,
defendeu o professor Paulo César Marques, especialista em trânsito da
Universidade de Brasília. (GG e MD)
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Mais da metade dos ciclistas usa a bicicleta como meio de transporte
Bárbara Renault
Do CorreioWeb
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GDF/Divulgação

Programa Cicloviário já está em prática em algumas cidades, como no Paranoá. Outras 12 devem receber a estrutura
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07/11/2006 15h07- Qualidade,
praticidade e economia. Esses são os motivos para que 53% das
bicicletas vendidas no Brasil sejam usadas com meio de transporte do
ciclista, ao invés de ser utilizada apenas para o lazer. De acordo com
dados do Instituto Pedala Brasil (IPB), a frota de bicicletas na região
Centro-Oeste é a menor do Brasil. Ainda assim, os números surpreendem.
Estima-se que 4,8 milhões estão em circulação, o equivalente a 8% do
país. No Distrito Federal, especula-se um total de 1,5 milhão, sendo
500 mil para o transporte. O Nordeste e o Sudeste são partes do país
que possuem a maior frota circulante por dia: 42 milhões.
Segundo a diretora executiva do IPB, Ana Lia de Castro, as
estatísticas sobre a bicicleta no Brasil são altas. A dificuldade de
encontrar um espaço maior para ela está no preconceito e na falta de
ações do poder público. “Bicicleta hoje, como meio de transporte, é
sinônimo de segregação, coisa de pobre, não é seguro e faltam
incentivos. Temos que mudar esse raciocínio. Bicicleta é um veículo
saudável e barato”, afirma.
A diretora ressalta a ‘falta de visão’ dos gestores públicos sobre
a viabilidade econômica da bicicleta aos empregados do setor público e
privado. “O que se paga ao operário por mês com vale-transporte é o
suficiente para manter um ano de bicicleta. Mas não basta lhe dar o
veículo, tem-se que oferecer todo o suporte adequado”, finaliza.
A bicicleta foi eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU)
como o símbolo de transporte sustentável do planeta. “A sociedade, o
meio ambiente e a saúde humana entram em equilíbrio quando este modal
se torna viável para a população e para o Estado”, afirma Nazareno
Affonso, coordenador geral do Movimento Nacional pelo Direito ao
Transporte (MDT).
Investimentos
Uma pesquisa encomendada pelo Ministério das Cidades aponta que a
infra-estrutura para a circulação de bicicletas no país cresceu 680% em
cinco anos. O Brasil possui a 5ª maior frota mundial de veículos e
conta com 2.400 quilômetros de ciclovias. A Alemanha, que aparece em 4º
lugar, possui mais de 100 mil quilômetros.
No DF, duas leis foram sancionadas nos últimos dois anos para
implantar a cultura do ciclismo. A Lei 3.639/05 prevê a criação de
ciclovias nas rodovias distritais. Já a Lei 3.885/06 propõe uma
política de mobilidade urbana cicloviária na região, com estímulo ao
uso do veículo como meio de transporte e implantação de infra-estrutura
adequada.
De acordo com a coordenadora do grupo de trabalho do Programa
Cicloviário do DF, Maria de Fátima Có, a legislação está sendo
respeitada. No orçamento do próximo ano, R$ 9 milhões estão reservados
para a construção das faixas e vias para ciclistas. “Essa verba é
suficiente para construir pelo menos 80 quilômetros de vias. O nosso
projeto, que atende 13 regiões administrativas, possui 157 quilômetros.
Se continuarmos com a mesma vontade, em dois anos, podemos ter todas as
ciclovias prontas”, confirma.
Projetos para Brasília
Fátima Có explica que, dos 15 projetos cicloviários, quatro já
foram elaborados para o DF. Três deles estão em processo de licitação:
Samambaia (com 11,5 quilômetros), Planaltina (3,5 quilômetros) e
Varjão-Lago Norte (2,9 quilômetros).
Um projeto piloto – 6,5 quilômetros de ciclovia entre Itapuã e
Paranoá - está em desenvolvimento. “Mas esse projeto está sendo feito
sem verba, apenas com a colaboração do DER (Departamento de Estradas e
Rodagem). Em quase um ano, só tivemos um quilômetro asfaltado. Mas que
está sendo aproveitado por ciclistas e é um sucesso”, afirma.
Ciclistas desafiam o perigo nas ruas do DF para trabalhar de ‘magrela’
Bárbara Renault
Do CorreioWeb
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GDF/Divulgação

Faixas e vias cicloviárias estão sendo projetadas no DF para zerar os acidentes entre veículos motorizados e bicicletas
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07/11/2006 15h10- A
bicicleta costuma ser vista unicamente como uma opção de lazer e
esporte. Pensá-la como um meio de transporte passa longe do pensamento
de muita gente. Mas as vantagens para a saúde – e por que não dizer
para o bolso - fazem com que a mudança desta cultura seja um desafio,
que vai além dos projetos de lei, repasse de verbas ou pressão de
organizações não-governamentais.
Os entendidos no assunto avaliam que todos os segmentos da
sociedade - comunidade, empresariado, órgãos de trânsito, educação e
segurança, entre outros - precisam se envolver para que o transporte
cicloviário não se torne inviável. E não só estruturalmente.
Organizações não-governamentais alertam para a educação e
conscientização de motoristas e pedestres, incentivos a empresas e
órgãos para adaptarem os locais de trabalho e novos planos de segurança
para atenderem a nova demanda.
Há dez anos, o servidor público Lyel Campanatti, 39 anos, pedala,
diariamente, cerca de 12 quilômetros de casa ao trabalho, do Lago Sul à
L4 Norte, no Plano Piloto. Para ele, a principal dificuldade está no
trânsito que enfrenta durante o trajeto. “Os motoristas são
mal-educados e mal-informados. Acham que os ciclistas são intrusos, não
devem circular nas pistas. Já o governo é negligente e omisso. Sabem
dos nossos problemas, inventam promessas e nada fazem. O ciclista é
frágil e precisa de proteção tanto quanto o pedestre que tem sua
calçada”, afirma.
De acordo com estatísticas do Departamento de Trânsito do DF
(Detran), nos últimos cinco anos, foram registrados 4.611 acidentes de
trânsito envolvendo ciclistas. Em 342 casos, o ciclista foi vítima
fatal.
Além de infra-estrutura nas vias, os adeptos dessa modalidade de
transporte alertam para a falta de suporte nas empresas e órgãos
administrativos, onde trabalham. O designer gráfico André Schutz, 31
anos, pedala sete quilômetros de casa ao trabalho, na Asa Sul. Ao
chegar na empresa, porém, tem que se trocar em um pequeno banheiro, sem
chuveiro. Ele afirma que a ‘falta do banho’ o fez reduzir as pedaladas
ao trabalho de cinco para três vezes por semana.
“É um inconveniente para dias de calor ou frio. Sei que é difícil
exigir de uma empresa privada que implante vestiários ou duchas em suas
dependências. Mas existem órgãos públicos, como a Procuradoria Geral da
República, que oferecem este mínimo de infra-estrutura aos servidores.
O governo podia incluir esse tipo de incentivo ao implantar a cultura
do ciclismo como transporte para o trabalho. É essencial”, sugere
Schutz.
Segurança
Outro empecilho que os ciclistas enfrentam no percurso diário a
caminho do trabalho refere-se aos assaltos. O auxiliar de enfermagem
Ricardo João Oliveira, 27 anos, já foi alvo de criminosos por três
vezes. Morador do bairro Vicente Pires, todos os dias, ele pedala cerca
de 20 quilômetros até o trabalho, na Asa Norte. “Na via Estrutural, tem
um posto policial que parece enfeite. Todas às vezes que fui assaltado,
foi perto de lá. E quando ia me queixar, diziam que nada podiam fazer.
Eu teria que registrar ocorrência na 3ª DP”, reclama.
A alternativa que Oliveira encontrou para fugir dos assaltos foi
mudar diariamente seus itinerários. “É mais seguro, mas muito mais
cansativo também. Um percurso que eu faço em 40 minutos, eu acabo
fazendo em 1h30. Sem contar o trânsito, que é muito mais pesado em
algumas rodovias que em outras”, ressalta. Para garantir mais segurança contra roubos e furtos de
bicicletas, algumas vertentes sugerem o cadastro e documentação desses
veículos, tal qual é feito com os automóveis. Para a diretora do
Instituto Pedala Brasil (IPB), Ana Lia de Castro, a proposta é
inviável. “Registrar significa também pagar impostos, receber multas,
ser vigiado e vistoriado. O ciclista não merece nenhuma sanção hoje se
não lhe oferecem nada em troca”, justifica.
Confira dados sobre acidentes envolvendo ciclistas nos últimos cinco anos:
• Acidentes de trânsito com vítima fatal envolvendo ciclistas
| TIPO DE VIA | ANO | | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | TOTAL | | URBANA | 27 | 21 | 29 | 32 | 16 | 26 | 151 | | RODOVIA (DF) | 28 | 18 | 19 | 25 | 25 | 32 | 147 | | RODOVIA (BR) | 4 | 3 | 9 | 13 | 6 | 9 | 44 | | TOTAL | 59 | 42 | 57 | 70 | 47 | 67 | 342 |
• Acidentes de trânsito com vítima envolvendo ciclistas
| TIPO DE VIA | ANO | | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | TOTAL | | URBANA | 563 | 624 | 748 | 784 | 795 | 3.514 | | RODOVIA (DF) | 146 | 172 | 182 | 236 | 251 | 987 | | RODOVIA (BR) | 16 | 17 | 27 | 36 | 14 | 110 | | TOTAL | 725 | 813 | 957 | 1.056 | 1.060 | 4.611 |
Fonte: Detran-DF
Projeto pretende integrar bicicleta aos meios de transporte públicos
Bárbara Renault
Do CorreioWeb
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GDF/Divulgação

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07/11/2006 15h14- Todos
os dias, o jardineiro Aroldo Joaquim Coelho, 34 anos, pedala nove
quilômetros de sua casa, no Areal, até o Guará para trabalhar. Ele
ganha em média dois salários mínimos por mês em serviços informais. O
único meio de locomoção que utiliza é a bicicleta. Já foi atropelado
duas vezes, assaltado inúmeras e quase perdeu um dedo do pé ao cair com
seu veículo em um buraco. Aroldo representa o perfil do brasiliense,
traçado pelo grupo de trabalho do Programa Cicloviário do Distrito
Federal, que utiliza a bicicleta como meio de transporte e todos os
dias tem que lidar com as aventuras da cidade para se sustentar.
O perfil do ciclistas que será atendido pelo programa é
predominantemente masculino, trabalhador doméstico informal - não
remunerado com vale-transporte -, utiliza como único meio de locomoção
a bicicleta, trabalha na região próxima de onde reside e é a principal
vítima dos acidentes de trânsito envolvendo essa modalidade de
transporte. O grupo foi criado no ano passado e em meados deste ano
apresentou o primeiro projeto de ciclovias do DF. Segundo a
coordenadora, Maria de Fátima Có, as faixas e vias foram projetadas com
base nesse trabalhador de baixa renda.
“O nosso objetivo inicial é atender esse público. Melhorar as
condições para que não desistam desse meio. Por isso, pensamos em
micro-redes. Serão ciclovias de, no máximo, 15 quilômetros em 13
regiões administrativas. Futuramente, poderemos pensar em algo maior,
ligando grandes cidades do DF”, explica. “Os efeitos não serão tão
imediatos, porém gradativos, crescentes e sustentáveis, visando a
melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos cidadãos”.
Nos próximos dois anos, 157 quilômetros de ciclovias devem ser
construídas no DF. Para o ano que vem, foram reservados R$ 9 milhões
para as obras de infra-estrutura. Quatro dos 15 projetos previstos
serão priorizados: Samambaia (com 11,5 quilômetros), Planaltina (3,5
quilômetros), Varjão-Lago Norte (2,9 quilômetros) e Itapuã-Paranoá (6,5
quilômetros).
“Esses projetos farão parte do Programa Brasília Integrada, que
pretende unir todos os meios de transporte. Então, se um trabalhador
tem que pegar dois ônibus para chegar ao seu destino, ele poderá ir de
bicicleta até a estação do metrô, pro exemplo, e pagar por apenas um
transporte. Esse é o objetivo: praticidade e economia, com segurança”,
ressalta Fátima Có.
Além do Programa Cicliviário, que engloba todas as fases de
campanhas educativas e de fiscalização, o grupo apresentou ao Governo
do Distrito Federal (GDF) o Manual de Sinalização Cicloviária do DF. O
material indica a padronização das placas de regulamentação,
advertência e identificação das vias e faixas para ciclistas.
Fiscalização e educação
O tripé do trânsito é baseado em ações de engenharia, fiscalização
e educação. Para o presidente da ONG Rodas da Paz, Leandro Salim Kram,
que também integra o grupo de trabalho do Programa Cicloviário, o
primeiro passo foi elaborado com sucesso. Basta colocar em prática. Mas
critica a inércia do governo local em começar as demais etapas.
“Mas todo esse processo não precisa seguir necessariamente uma
ordem. Se só teremos verba para construir as vias e faixas no ano que
vem, por que já não começamos a educar e conscientizar a população”,
indaga. “Essa será uma etapa muito mais longa e difícil, depende de
boas ações e da boa vontade das pessoas”, argumenta Kram.
As estatísticas divulgadas pelo Departamento de Trânsito do DF
reforçam a importância de campanhas educativas. Nos últimos cinco anos,
foram registrados 4.611 acidentes de trânsito envolvendo ciclistas.
Neste período, 342 morreram nas vias urbanas e rodovias que cortam o
DF. “Apesar de os números serem altos, o risco de acidente não o faz
desistir da bicicleta. É uma oportunidade de economizar com gastos em
transporte”, alerta Kram.
Brasiliense usa ‘magrela’ para trabalhar e perde 70 quilos
Bárbara Renault
Do CorreioWeb
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Arquivo pessoal/ Correio Braziliense

Frederico (acima e centro) perdeu 70 kg no pedal de casa ao trabalho. Joaquim vê na bicicleta acessibilidade e inclusão
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07/11/2006 15h12- A
prática do pedal como meio de transporte não é para qualquer
aventureiro. É preciso muita disposição para encarar os desafios que o
Distrito Federal oferece. Apesar das dificuldades, como falta de
infra-estrutura e segurança, o número de adeptos a essa modalidade não
pára de crescer. O uso do modal cresceu 26% do DF nos últimos cinco
anos, segundo entidades do setor. Além da falta de um transporte
público adequado e da economia no bolso no fim do mês, a qualidade de
vida é o principal motivo para o uso da bicicleta.
José Frederico Martins, 32 anos, ex-fumante, 84 quilos, é um
estimulante exemplo dos benefícios do pedal. Há seis meses, ele pesava
154 quilos, sofria com as crises de hipertensão e a diabetes, lutava
contra as altas taxas de colesterol e chegou a entrar na fila para a
cirurgia de redução de estômago. “Eu estava com 32 anos e quase
morrendo. Tentei dietas, academias, mas nada funcionava. Me sentia
sufocado, pressionado. Até que resolvi comprar a bike. No início, foi
muito difícil. Eu ia para o trabalho pedalando, mas não agüentava
voltar. Eu deixava a bicicleta lá por dois, três dias. Até que eu mesmo
fui me incentivando e acabou mudando a minha vida”, conta.
Todos os dias, faça chuva ou faça sol, Frederico pedala 34
quilômetros de Ceilândia Sul, onde mora, ao Setor Comercial Sul.
Recentemente, o encarregado de pessoal conseguiu um segundo emprego
como vigilante, em Samambaia. Em todos os percursos, vai de bicicleta.
“Me viciei. Tenho que pedalar todos os dias. Há algumas semanas,
roubaram minha bicicleta e eu fiquei duas semanas sem pedalar. Engordei
seis quilos”, surpreende.
De acordo com o personal trainner Emerson Baldez, a bicicleta é um
dos exercícios aeróbicos mais indicados para a perda de calorias e
gorduras. Ele ressalta, no entanto, que o principal ingrediente para
revitalizar o corpo é o prazer e disposição. “Exercícios feitos ao ar
livre, sem pressão, mas com disciplina, são os que apresentam os
melhores resultados, porque não são feitos por obrigação. Se uma pessoa
quer ter um bom rendimento em qualquer atividade, basta encará-la como
um lazer”, afirma.
Um meio acessível
Outro exemplo de superação chama-se Joaquim da Silva Sousa, 27
anos. Em 1998, ele foi vítima de um câncer ósseo e teve que amputar a
perna esquerda. O esporte foi o meio que ele encontrou para se reerguer
e dar um novo sentido à vida. “Comecei com a bicicleta como todo
deficiente que pratica algum esporte: não desistir de viver. E me
apaixonei. Ela me deu outra oportunidade de ser feliz”. Hoje, o atleta
se empenha na busca por uma vaga no ParaPan 2007, que será realizado no
Rio de Janeiro em julho do próximo ano.
Além de uma nova vida, o ciclismo foi um meio de inclusão social do
jovem técnico de contabilidade. A falta de acessibilidade para os
portadores de deficiência física nas ruas, calçadas e, principalmente,
transporte público no DF pôde ser contornada com a ajuda da ‘magrela’.
Ele pedala de 40 a 80 quilômetros por dia. Seja por treino, transporte
ou lazer.
“A maior aventura que existe para um deficiente é andar de ônibus”,
brinca. “Se os ônibus hoje não atendem nem as necessidades das pessoas
sem deficiência, que dirá a nós. Os degraus são altos, os bancos não
têm apoio. Com a bicicleta, eu me sinto livre para ir a qualquer lugar.
É onde me encaixo e sou bem aceito”, complementa.
Acontece na Bélgica.
Para testar os ciclovias de maneira lúdica, o coelho da Páscoa usou a
bicicleta-ovo-medidor (ei-meetfiets) como podem ver na foto no artigo http://www.standaard.be/Artikel/Detail.aspx?artikelid=DMF08042006_032
tem ovos no bagageiro e no fim do trajeto vão verificar o que sobrou. A
quantidade de ovos que sobrou é indicaçao da qualidade do trajeto.

Para alertar os governos de consertarem as ciclovias quando necessário.
Mais tarde um professor universitário vai fornecer por meio de medidor de vibraçoes dados um pouco mais científicos.
Tudo isso é uma iniciativa da associaçao de ciclistas.
do CorreioWebTRANSPORTE
Via expressa para ciclistas
Programa
Cicloviário atenderá moradores de 13 regiões administrativas que usam a
bicicleta para ir ao trabalho e à escola. Primeira pista a ficar pronta
terá 6,5km e ligará Itapoã ao Paranoá
Guilherme Goulart
Da equipe do CorreioA
estrutura viária do Distrito Federal está prestes a ganhar uma nova
concepção adaptada ao ciclista. A conclusão do relatório final do
Programa Cicloviário da capital definiu a construção de ciclovias em 13
regiões administrativas. Os projetos de 15 microrredes prevêem a
colocação de 153km de asfalto em trechos urbanos e rodoviários para uso
exclusivo de quem depende da biclicleta para trabalho, estudo, esporte
ou lazer. O custo estimado das obras é de R$ 15 milhões.
O documento, entregue ontem ao governador Joaquim Roriz (PMDB)
durante cerimônia de inauguração do viaduto da BR-060, em Santo Antônio
do Descoberto (GO), levou quase dois anos para ser elaborado. O
trabalho teve início em setembro de 2004, a partir de quatro projetos
de ciclovias considerados emergenciais no Distrito Federal: Varjão,
Samambaia, Planaltina e Paranoá/Itapoã. Representantes da Secretaria de
Obras do DF, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da ONG Rodas
da Paz se uniram para pensar em alternativas para os ciclistas.
Os projetos das ciclovias ganharam mais força em setembro do ano
seguinte, quando um decreto assinado pelo Governo do Distrito Federal
(GDF) criou um grupo especializado para desenvolver as ciclovias na
capital. Juntou-se à equipe inicial uma empresa de consultoria,
responsável até pela padronização das placas instaladas nos caminhos
exclusivos para ciclistas. Durante o estudo, técnicos percorreram as
principais rotas das pedaladas e traçaram o perfil dos ciclistas em
cada região. Optaram por dar prioridade a trabalhadores e estudantes,
para que possam usar a bicicleta como meio de transporte.
A maior dificuldade ficou na adaptação de algumas vias cicloviárias
ao tráfego urbano. “Além da segurança, houve a criação de uma política
alternativa de transporte. No fim das contas, todos os planos de
ciclovias foram desenvolvidos em torno do tripé engenharia, educação e
fiscalização”, explicou o presidente da Rodas da Paz, Leandro Salim.
De todos os projetos, os mais adiantados são justamente os quatro
considerados emergenciais. As obras começaram na DF-001, no trecho de
6,5km entre Itapoã e Paranoá. A rodovia tem trânsito intenso de
estudantes e trabalhadores das duas regiões administrativas.
Levantamento na área revelou que cerca de 4 mil bicicletas disputam
espaço com carros, ônibus e caminhões, entre 16h e 19h. Boa parte do
trecho não conta com acostamento asfaltado. E a via tem apenas uma
faixa em cada sentido.
Risco no asfalto
A ciclovia na DF-001 será paralela à rodovia. Até agora a
alternativa para os ciclistas conta apenas com o terreno terraplenado,
o que não atrai boa parte dos moradores. O pedreiro Vagner Lima, 33,
também morador do Itapoã, se arrisca na pista de asfalto para seguir
até o Paranoá. Ontem, ele carregava na garupa da bicicleta o filho
Breno, 4. “É uma área perigosa, a gente sabe. Mas às vezes não tem
outra alternativa”, afirmou.
Os amigos Genes Alves Moraes e Pedro Conceição Bráz, ambos de 18
anos, pedalam todos os dias pelo local. Eles moram no Itapoã e têm
compromissos no Paranoá. Genes entrega lanches; Pedro estuda. Os dois
testemunharam pelo menos dois atropelamentos de ciclistas no ano
passado. Apesar do medo, enfrentam a rodovia para economizar o dinheiro
da passagem de ônibus. “Graças a Deus, nunca aconteceu nada conosco.
Sem um caminho exclusivo para a gente, fica muito perigoso”, disse
Pedro.
O relatório revelou a possibilidade de construção de ciclofaixas
para lazer e esporte, no Lago Sul, onde muitos atletas treinam para
competições, e no Parque da Cidade. No Plano Piloto, está em estudo uma
ciclovia para atender a L3 Norte, que passa ao longo da Universidade de
Brasília (UnB). Também existe a hipótese de construção de outra na L4,
nos setores de clubes Sul e Norte.
O relatório entregue ao governador sugere a criação de um setor
público para administrar os transportes no DF. Estão previstos
bicicletários e pontos de apoio nos trechos para ciclistas. As novas
rodovias e vias públicas também deverão prever a construção da
infra-estrutura cicloviária.
Os projetos de ciclovias deverão ser financiados com recursos do
GDF e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o
Detran/DF, 342 ciclistas perderam a vida nas ruas da capital, desde
2000.
 O número
Tragédias
342 ciclistas perderam a vida nas vias do DF desde 2000, segundo o Detran/DF
Ciclovia irá ligar Itapoã ao Paranoá
Do CorreioWeb
03/02/2006 18h43- O
Distrito Federal vai ganhar uma série de ciclovias para os moradores
terem uma alternativa de transporte, além dos ônibus e lotações. Com
6,5 quilômetros, a primeira começou a ser construída nesta sexta-feira.
Ela vai ligar o Itapõa ao Paranoá. “Há muitas pessoas que trabalham e
estudam no Paranoá”, justificou o chefe do 2º Distrito do Departamento
de Estradas de Rodagem do DF (DER), Muitolo de Melo Santos.
A ciclovia vai custar R$ 650 mil e levará quatro meses para ficar
pronta. Segundo Melo Santos, a intenção do projeto Cicloviário é criar
vias para bicicletas em todo o DF. Os estudos não foram concluídos
ainda, mas a idéia é que o espaço também seja implantado entre
Samambaia e Gama, entre o Varjão e o Lago Norte, em Planaltina e no
Lago Sul.
“Nossa primeira preocupação é com o transporte”, disse o
engenheiro, ao se referir à dificuldade dos moradores com as caras
tarifas de ônibus e lotações, que chegam a R$ 3. O lançamento da obra
foi na manhã de hoje, no Itapoã.
| Sábado, 21 de Janeiro de 2006 | 


Manifestação na DF-463 Fernando Freire / João Raimundo | 
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O protesto ocupou uma faixa da DF-463, onde essa semana foram
atropelados dois ciclistas. O pedreiro Valdivino Pereira dos Santos ia
para o trabalho quando foi atingido por um carro, pelo acostamento. O
irmão de Valdivino, Lenilson Pereira dos Santos, de 23 anos, também foi
atingido e morreu no Hospital de Base.
“Perder um parente é muito ruim. Dois é demais! Eu quero que todo
mundo tenha consciência que é pesado, é triste. Eu estou muito
sentida!”, desabafou Dionísia Carvalho, dona de casa.
Há cinco anos, Odete Silva perdeu o marido também atropelado. “Ele
saiu de casa para trabalhar e foi atropelado”, contou a dona da casa.
Os moradores de São Sebastião carregaram faixas de protesto e as bicicletas praticamente destruídas no acidente.
Os manifestantes pediram a duplicação da DF-463, pista que liga São
Sebastião ao Lago Sul. Alegaram que o fluxo de carros é intenso e como
muita gente vai trabalhar de bicicleta, também pediram a construção de
uma ciclovia no terreno ao lado da rodovia.
“Brasília só ganha com isso. O governo tem que investir nesse tipo
de transporte, que é barato e não polui”, afirmou Osmane Silva,
cozinheiro.
No local do atropelamento eles colocaram as duas bicicletas, num
sinal de apelo para o fim da violência no trânsito. “Infelizmente, nos
últimos dez anos nós tivemos 600 mortes. É um número lastimável e
absurdo para o DF. A comunidade de São Sebastião não tem automóvel.
Mais da metade anda de bicicleta. Duplicar a rodovia não basta. Eles
realmente precisam de uma ciclovia”, acrescentou Leandro Kramp,
presidente da ONG Rodas da Paz.
Segundo a superintendente de Trânsito do DER, Mônica Veloso, nos
próximos dias serão iniciadas as obras para a construção de quatro
ciclovias: em Samambaia, Itapuã, Planaltina e Varjão. Ao todo, R$ 5
milhões serão investidos no projeto.
O DER também vai fazer um estudo para definir mais 15 locais onde
serão construídas pequenas redes cicloviárias, de acordo com as
necessidades da população.
Fonte: http://redeglobo6.globo.comhttp://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20060121-144336-0,00.html
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