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o projeto piloto da primeira Ciclovia Participativa, uma idéia dU Biker para criar ciclovias em periferias abandonadas UB_New.mov (11.5 MB)

|  | Evento ciclístico na cidade satélite do Cruzeiro, em comemoração pelos 48 anos da cidade. |
Recentemente estive no estado do Amapá, viagem de trabalho, e aproveitei a oportunidade para ver como é o uso das bicicletas naquela região do país. Para quem não sabe, Macapá, a capital do estado, é a única capital do país que não tem contato com as demais por meios rodoviários, sendo possível chegar lá somente por barco ou balsa, ou então por avião (forma que cheguei lá). Macapá é uma cidade praticamente plana, e como situa-se sobre a linha do Equador tem um sol "castigante". Apesar desse último fator, alegado por muitos para não pedalar, o uso de bicicletas pela população é generalizado. Encontram-se bicicletários por toda a cidade, em lojas das mais diversas, como mostra a fotografia abaixo (em uma loja de materiais de construção).  Embora a maior parte do uso das bicicletas seja para o transporte, encontrei também um grupo de garotos, por volta de 13-15 anos, realizando treinos na proximidade do aeroporto da cidade:  Uma imagem difícil de ver (pelo menos para mim): um aeroporto (à esquerda) com bicicletário (sobre o farol do carro "aparecido")! 
Pelo que pude perceber a convivência entre carros e bicicletas na capital não é de muitos conflitos, pois a cidade possui ruas de baixa velocidade e poucos sinais, o que requer de tanto motoristas como ciclistas atenção especial nos cruzamentos. Apesar disso os pedestres têm de estar muito atentos, já que é comum (como no resto do Brasil) o trânsito de bicicletas na contramão mesmo em ruas de mão única. Além de minha visita à Macapá, adentrei também no interior do estado, visitando uma vila de pescadores ao norte do estado, Sucuriju. Somente é possível chegar lá de barco (10hs de viagem), e felizmente lá não pude encontrar um carro sequer, mas uma bicicleta sim!  Mesmo com a calma de uma vila que vive sobre palafitas, há engarrafamentos de trânsito! :)  No geral gostei muito da presença maciça das bicicletas no Amapá. Infelizmente não levei nenhuma das minhas nem pude alugar uma em Macapá para ter a visão de ciclista na cidade.
da Folha OnlineMetrô é liberado para bicicletas aos finais de semana
Medida, que também vale para trens, determina que ciclistas viajem nos últimos vagões e não utilizem escadas rolantes
Também fica proibido que os usuários montem nas bicicletas nos locais; secretário defende abertura durante o resto da semana
DA REPORTAGEM LOCAL
Os ciclistas profissionais e
amadores podem, a partir de
amanhã, entrar com bicicletas
nos trens do metrô e da CPTM
-aos sábados, das 15h às 20h, e
aos domingos e feriados, das 7h
às 20h. A iniciativa facilita o
acesso dos esportistas a parques e ciclovias, mas ainda não
incentiva o uso diário da bicicleta como meio de transporte
durante a semana.
De acordo com as normas para sua circulação, os ciclistas
deverão entrar somente no último vagão e não podem usar as
escadas rolantes e elevadores.
Além disso, não podem montar
nas bicicletas enquanto estiverem nas estações.
Menores de 12 anos devem
estar acompanhados por um
dos pais ou responsável, que se
encarregará de levar a bicicleta.
Os usuários sem bicicletas
continuam com prioridade no
transporte e devem entrar primeiro nos vagões.
O anúncio foi feito na madrugada de sábado de Carnaval, em pleno
sambódromo, pelo governador José Serra (PSDB). "Eu sou particularmente
favorável ao uso de bicicletas. Bicicleta polui menos e leva as pessoas
mais rapidamente. Permitir a bicicleta no metrô significa levar a
bicicleta para outro lugar e andar nesse outro lugar ou voltar para
casa", disse.
Segundo Serra, a idéia foi da
vereadora Sônia Francine, a
Soninha (PT). A permissão é
baseada em experiências adotadas nos metrôs de cidades como Nova York, Berlim, Madri e
Rio de Janeiro.
Segundo o secretário Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente), a iniciativa é importante. Ele espera que em breve
aconteça a liberação das bicicletas durante a semana.
"Pedimos há dois anos que isso fosse implementado. Em todas as cidades do mundo que
tentaram, deu certo." Ele diz
que as estações precisam, ainda, instalar bicicletários.
Ciclistas pedem
socorro
A
média de mortes registradas de janeiro a setembro de 2006 já supera os
índices de todo o ano passado. Para evitar mais tragédias e garantir
segurança de quem pedala, MP forma grupo especial
Marcela Duarte e Guilherme Goulart
Da equipe do Correio
| Carlos Vieira/CB |
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Tiago não gosta de desobedecer as leis de trânsito, mas prefere fazê-lo a cair em bocas-de-lobo sem tampas
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A
insegurança nas vias do Distrito Federal obrigou o ciclista Tiago
Rizzotto dos Santos, 21 anos, a ferir as leis de trânsito. Ele prefere
andar na contramão dos veículos a arriscar a vida na avenida L3 Norte
no trajeto entre a Universidade de Brasília (UnB) e a SQN 215. A
dificuldade do estudante de psicologia está na disputa de espaço com os
carros. Se andar no sentido correto, ele esbarra nos desníveis impostos
pelas bocas-de-lobo. “É um perigo. Ou perco o equilíbrio da bicicleta
ao avançar sobre os buracos ou invado a pista e corro o risco de ser
atingido. O jeito é ir na contramão”, admitiu.
O medo de Tiago é compartilhado por cerca de 400 mil pessoas que
dependem da bicicleta para trabalhar, estudar ou se divertir no
Distrito Federal. Quem pedala sabe que, depois do pedestre, é o
personagem mais frágil do trânsito. Dados do Departamento de Trânsito
do DF (Detran) revelam que 44 ciclistas perderam a vida até setembro
deste ano (confira números). A média é de quase cinco mortes por mês —
no ano passado, o índice ficou em 4,2 (51 mortes). As tragédias levaram
o Ministério Público do DF a formar um grupo especial para analisar o
problema e cobrar providências das autoridades locais.
O anúncio foi feito ontem, durante a primeira audiência pública
realizada pelo MPDF para debater a insegurança no trânsito para os
ciclistas. Representantes da comunidade, de órgãos do governo e
especialistas discutiram o tema com a Comissão de Segurança dos
Ciclistas (Co-Ciclista). O grupo, formado em setembro deste ano, conta
com sete procuradores e um perito do Instituto de Criminalística da
Polícia Civil. A comissão é permanente. E trabalha para garantir a
implantação de ciclovias e ciclofaixas, investigar a aplicação do
dinheiro arrecadado com as multas e exigir do governo local
investimento em campanhas educativas.
A convite da Co-Ciclista, fizeram parte da discussão o presidente
da organização não-governamental Rodas da Paz, Leandro Salim, o
especialista em trânsito e professor da UnB, Paulo César Marques, o
perito criminal Marcos Henrique dos Santos, o chefe da Divisão de
Educação do Detran, Marcelo Granja e o major do Batalhão de Trânsito da
Polícia Militar, Fábio Pizetta. Na platéia, além de ciclistas e
motoristas, familiares de vítimas também ouviram atentos as sugestões.
A maioria cobrou o cumprimento das leis de trânsito, instalação de
equipamentos de segurança e respeito ao ciclista (leia quadro).
“É preciso modificar vários paradigmas. Se continuarmos assim,
viveremos no caos. É um trabalho longo, mas demos o primeiro passo”,
avaliou a procuradora distrital dos Direitos do Cidadão Ruth Kicis, que
preside a Co-Ciclista. Segundo ela, a comissão pedirá ao governo, de
imediato, a colocação de telas de proteção nas bocas-de-lobo e
esclarecimentos sobre a falta de equipamentos de segurança para quem
pedala em pistas recém-inauguradas, como a L3 e a L4 Norte e a via de
ligação entre a Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG) e a Estrutural.
Mais respeito
Maria Elisabete Davison, 57 anos, acompanhou atenta a audiência
pública. Ela perdeu o filho, Pedro, 25 anos, no último dia 19 de
agosto. O ciclista morreu depois de ser atingido por um Marea, na
altura da 213 Sul. Três meses após a tragédia, Maria Elisabeth fez
questão de participar das quatro horas de reunião. “Como mãe de uma
vítima, fiz questão de estar presente. Acredito que agora algo pode
mudar”, avaliou.
Já o presidente da Rodas da Paz, Leandro Salim, entende que os
números de mortes cairão caso o MP consiga exigir o respeito às leis de
trânsito. Para ele, não há necessidade, por exemplo, de instituir a
emissão de carteiras de habilitação para ciclistas.
“Bicicletas e veículos podem ter uma relação pacífica, se as normas
forem colocadas em prática. Também é preciso um projeto de educação
para quem pedala, independente se ele pedala para o trabalho ou lazer”,
comentou. Dos 400 mil ciclistas brasilienses, 5 mil integram grupos
organizados voltados para o exercício físico, segundo a ONG. O restante
usa a bicicleta como meio de transporte.
Fatalidade
51 PESSOAS
em bicicletas morreram no DF no ano passado
44 MORTOS
foram registradas até setembro de 2006 nas vias locais
400 MIL
brasilienses andam de bicicleta, segundo estimativas de ONG
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Para melhorar
O que os ciclistas querem
Cumprimento da Lei 3639 de 2005, que prevê a construção de ciclovias nas novas pistas do Distrito Federal
Instalação de bocas-de-lobo seguras nas vias do DF
Fiscalização da aplicação da verba arrecada com multas pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran)
Qual a posição do MPDF
Os promotores cobrarão, nos próximos dias, explicações
dos representantes do governo sobre a falta de ciclovias nas avenidas
L3 e L4 Norte, recentemente duplicadas
O MPDF requisitará que as bocas-de-lobo sejam tampadas, a fim de evitar acidentes com pedestres e ciclistas
O Código de Trânsito Brasileiro prevê a aplicação do
dinheiro arrecadado com multas em educação, fiscalização e sinalização
de trânsito. A Co-Ciclista, comissão criada em setembro pelo MPDF, tem
investigado o uso dessa verba.
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À espera
das ciclovias
Um dos temas mais discutidos no encontro no
MPDF foi a construção de faixas exclusivas para os ciclistas. Os
participantes reclamaram, especialmente, da demora do governo em
começar as obras de 15 microrredes. Os projetos, aprovados pela
Secretaria de Obras do Distrito Federal, beneficiarão 13 regiões
administrativas com 153km de asfalto. Mas apenas uma delas, a de
ligação entre o Paranoá e o Itapoã, começou neste ano. O trecho da
invasão está pronto. O restante, parado. Não há previsão orçamentária
em 2007 para a conclusão.
A secretária-adjunta de Obras, Fátima Có, explicou que há R$ 9
milhões reservados às ciclovias. “A verba servirá para 80km, mas só em
2007”, afirmou. Enquanto isso, os ciclistas das duas cidades se sentem
seguros apenas na metade do caminho. “O jeito é sair do Itapoã e, a
partir do balão, voltar para a pista principal. É um perigo, tem
caminhão demais”, contou o cabeleireiro Salvador da Luz de Carvalho,
21. Ele usa a bicicleta todos os dias para economizar R$ 2 em passagens
de vans.
“Já que não tem faixas exclusivas para as bicicletas, por que não
se diminui a velocidade das vias? O Eixão, por exemplo, poderia
oferecer maior segurança se a velocidade fosse reduzida para 60km/h”,
defendeu o professor Paulo César Marques, especialista em trânsito da
Universidade de Brasília. (GG e MD)
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Para aqueles que já estão um pouco "enferrujados", seguem duas
seqüências de exercícios de alongamento para serem feitos antes e
depois de uma boa pedalada:
<a href="http://bicicletanavia.multiply.com/photos/photo/6/27">Alongamentos - Parte 1</a>
<a href="http://bicicletanavia.multiply.com/photos/photo/6/29">Alongamentos - Parte 2</a>
| Start: | Jan 21, '06 8:00a | | Location: | São Sebastião - DF | Sábado - 21/01/2006A associação dos moradores da quadra 12, em São Sebastião estará realizando um ato protesto pela morte dos 2 ciclistas (atropelamento dos 4 dessa semana). - Será 8:00 da manhã, na saída de São Sebastião, Quadra 12 - Bairro Azul. (é na saída de São Sebastião). Estarei levando faixas e cartilhas para distribuirmos entre os participantes e motoristas.... nossa presença é muito importante, é um protesto da comunidade local e da classe ciclistica. Gostaria da participação de todos. Leandro Salim Krampwww.rodasdapaz.org.br
Oração do ciclista urbano
Pai nosso que estás na Holanda,
Bicicletário seja o teu nome.
Venha a nós as tuas ciclofaixas,
seja feita a tua rota segura
assim na pista como na calçada.
O pedal nosso de cada dia nos dá hoje.
Perdoa-nos nossas contramãos,
assim como nós perdoamos os motoristas que nos tem massacrado.
E não nos deixeis cair nos bueiros,
mas livra-nos das vans e dos ônibus,
pois teu é o paralama, o bagageiro e a campainha
para sempre.
Amém.
Oração do mountainbiker
Pai nosso que estás na montanha,
Mountain Bike seja o teu nome.
Venha a nós as tuas ladeiras,
seja feita a tua manutenção
assim na poeira como no barro.
A trilha nossa de cada dia nos dá hoje.
Perdoa-nos passar as porteiras fechadas,
assim como nós perdoamos aqueles que nos ultrapassam.
E não nos deixeis cair no downhill,
mas livra-nos dos jipeiros.
Pois teu é o pedal clipless, o pneu kevlar com cravos e a bermuda de lycra
para sempre.
Amém.
Oração do cicloturista
Pai nosso que estás na estrada,
santificado seja o teu planejamento.
Venha a nós os teus mapas,
seja feita a tua bagagem
assim na bolsa de guidão como no alforje.
Um local para dormir cada dia nos dá hoje.
Perdoa-nos passar Hipoglós,
assim como nós perdoamos os cachorros e os pneus furados.
E não nos deixeis cair no vento frontal,
mas livra-nos dos bagageiros de ônibus.
Pois teu é o selim de gel, o jogo de chave Allen e a caramanhola para sempre.
Amém.
Orações inspiradas na versão em inglês encontrada na internet, sem citação de autoria:
http://www.bicyclesource.com/you/culture/humour/mtb-prayer.shtml
Our Father, which art in Moab,
Mountain Bike be Thy name.
To Thy trailheads we come,
Thy maintenance be done,
On fire road
As it is on singletrack.
Give us this day our daily ride,
And forgive us our trespasses
As we forgive those that trespass on us.
And lead us not onto illegal singletrack,
But deliver us from equestrians;
For thine is the lycra,
The SPD,
And the knobby, forever,
Amen.
Contribuição de Denir M. Miranda
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