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Blog EntryMarcha dos pedaisSep 27, '07 3:42 PM
by Sergio for everyone
Devagar, poder público e cicloativistas dão sinais de que a inclusão da bicicleta no sistema viário da cidade pode não ser um sonho (tão) distante

Fernando Donasci/Folha Imagem



marcha dos pedais
por Gustavo Fioratti

Por enquanto, é apenas uma fenda, mas que um dia pode chegar a avenida. A tortuosa trajetória das bicicletas em São Paulo passa por um momento importante do caminho. Sob o holofote de eventos como o Dia Mundial Sem Carro (programado para ontem), da recente atenção que o Metrô têm dedicado a ciclistas e da promessa de construção de ciclovias pela prefeitura, peças há até pouco tempo incompatíveis começam a se encaixar. Mas são cacos pequenos de um mosaico que, por ora, está para ser montado.

É um trabalho de pontilhismo, quase. Nasce um bicicletário na zona leste, uma ciclovia na zona sul, um movimento de ciclistas na zona oeste promovendo passeios ou grafitando mensagens pró-bike nos muros e no asfalto, a possibilidade de embarcar com duas rodas em trens do metrô. Conforme vão sendo marcados em um mapa tão extenso como o de São Paulo, esses pontos alimentam as esperanças de quem pedala: o uso da bike pode um dia passar a figurar entre os hábitos do paulistano, a exemplo do que acontece em cidades européias que, neste verão, testemunharam um verdadeiro boom de ciclistas.

Mas, por enquanto, os bikers têm de lidar com uma realidade um tanto -para dizer o mínimo- hostil, de motoristas que ainda enxergam o ciclista como alguém que está atrapalhando o trânsito. Como diz o próprio secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, "para sair de bicicleta o sujeito precisa de duas coisas: direção defensiva e muito bom humor" -haja "humor", aliás, para enfrentar uma frota de carros que, em todo o país, atingiu recorde em julho, com novas 268 mil unidades.

A sugestão de ativistas para sustentar o hábito de andar de bike também prevê uma participação mais ativa da CET-SP, fiscalizando e aplicando multas em quem desrespeite ciclistas. "Mas a CET tem medo de mexer num modelo criado há 40 anos exclusivamente para carros", desfere Artur Alcorta, usuário da bicicleta desde 1978 e ativista desde 82 como autor do site www.escoladebicicleta.com.br.

É na internet, inclusive, que o movimento pró-bike ganha mais volume. Os sites listados na página 11 apontam caminhos novos, denunciam problemas e, antes de tudo, celebram o hábito de usar um meio de transporte barato e não-poluente.

Tudo para convercer mais gente a aderir à causa. E quem faz crescer o número de bicicletas nas ruas em geral não se arrepende. "Consegui agregar qualidade de vida e prática de exercício ao tomar a decisão de usar a bicicleta como meio de transporte", diz o analista de sistemas André Pasqualini, 33, que há um ano e meio passou a ir para a faculdade e para o trabalho pedalando. André foi convidado pelo Desafio Intermodal, corrida que mede a eficiência dos meios de transporte urbanos, para competir de bicicleta.

A possibilidade de tomar banho no trabalho depois de 40 minutos pedalando é um incentivo para André e o empurrão que falta para muitos. Ao trânsito hostil, à topografia irregular da cidade e à violência somam-se também empecilhos mais prosaicos como "não posso chegar ao trabalho todo suado." Mas o que é a instalação de chuveiros em uma empresa se comparada à distante reformulação do sistema viário da cidade?

A seguir, seis passos embrionários que podem ajudar a pavimentar um terreno mais amigável para os ciclistas.
 
pedaladas

1 Bikes no metrô

Em fevereiro, os vagões do metrô passaram a permitir o embarque de passageiros com bicicletas nos fins de semana. A medida, parte da campanha Ciclista Cidadão (que também inclui a instalação de bicicletários nas estações), foi bem-recebida pelos ciclistas como primeiro passo, mas ainda está longe do ideal praticado em outras cidades. Muitos usuários reclamam das restrições: são permitidas apenas quatro bicicletas por vez e apenas no último vagão de cada trem. Ou seja, além de ter de contar quantas bikes há no vagão antes de entrar, o ciclista precisa esperar outro trem caso a capacidade seja preenchida. Outras queixas se referem aos horários -aos sábados, só a partir das 15h- e à limitação aos fins de semana. "O projeto não considera a bicicleta como possibilidade de transporte urbano, apenas como esporte e lazer", critica Paulo de Tarso, presidente do grupo Sampa Bikers.

Segundo o Metrô, as restrições são determinadas pelo movimento intenso nos dias de semana. Em horários de pico, a instituição calcula até seis pessoas por m2 dentro de cada vagão, o que dificultaria a entrada de bicicletas. "Temos de adequar o uso à nossa realidade. Por enquanto, é inviável permitir [o acesso de ciclistas] durante a semana, e ainda não temos previsão de que isso aconteça, apesar de ser esse também o desejo da Secretaria [Estadual de Transportes Metropolitanos]", diz o gerente de comunicação e marketing do Metrô, Marcelo Borg.

Para fazer uso do serviço, não é necessário pagar nada além dos bilhetes convencionais. A entrada é feita pela porta lateral das catracas. Primeiro, o usuário entra com a bicicleta. Depois, tem de retornar ao saguão, colocar seu bilhete no sensor e passar pela catraca. Não é permitido usar escadas rolantes e, no embarque, o ciclista deve esperar o trem sobre a sinalização com o desenho de uma bicicleta.

Até o mês passado, 12 mil ciclistas haviam passado pelo metrô e 8.000 pelos trens da CPTM.

Horários de funcionamento: sábado, 15h às 20h; domingo e feriados, 7h às 20h.

2 Bicicletários

A principal solicitação de ciclistas ao Metrô são estacionamentos de bicicletas vigiados, onde seja possível deixá-las sem correr o risco de roubo. Por enquanto, há apenas um bicicletário em atividade. Fica na estação Guilhermina-Esperança (linha 3 -Vermelha), zona leste, e sua capacidade, de cem vagas, é atingida quase todos os dias.

Para janeiro de 2008, está prevista a instalação de bicicletários nas estações Carrão e Corinthians-Itaquera, também na zona leste. O funcionamento seguirá as normas do modelo já existente: ciclistas devem apresentar documento de identificação com foto e fazer cadastro. Ao deixar sua bicicleta no local, recebem um comprovante numerado e podem seguir viagem. É gratuito.

"Considero os bicicletários tão ou até mais importantes do que as ciclovias. O sujeito tem que andar 3 km ou 4 km para chegar a uma estação e, às vezes, esse trajeto pode ser feito de bicicleta. O problema é que muita gente que deixa a bicicleta presa em poste, na rua, acaba tendo o selim ou as rodas roubadas", diz o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge.

3 Novos projetos de ciclovias

Divulgação

ANTES:trecho da Radial Leste

Divulgação

DEPOIS:fotomontagem que ilustra projeto de ciclovia para o local

Em fevereiro do ano passado, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) sancionou a Lei nº 14.266, que cria o Sistema Cicloviário do Município de São Paulo. Na prática, pouca coisa saiu do papel. Já existiam as ciclovias das avenidas Faria Lima (1,3 km) e Sumaré (1,4 km), ambas de 1997. Eram as únicas no sistema viário da cidade até 2006, quando a Subprefeitura de Parelheiros tomou a iniciativa de construir uma ciclovia na estrada da Colônia. O projeto, assumido em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, previa 4 km de trajeto, mas até hoje foram inaugurados apenas 1,8 km. Em 2007, a prefeitura também iniciou a construção de uma ciclovia na avenida Inajar de Souza (7 km), na Casa Verde. Ainda em fase de licitação, também foi prometida para janeiro de 2008 a finalização do projeto Caminho Verde, na Radial Leste. A prefeitura já liberou R$ 9 milhões para a obra, que deve ter 12 km de extensão. Os recursos incluem a retirada de postes, troca de sinalizações, novo sistema de iluminação com fiação subterrânea, asfalto e pintura, além de tratamento paisagístico.

 

4 Cicloativismo no asfalto e na internet

Cicloativistas paulistanos tomaram o grafite como uma das principais ferramentas para fazer alarde sobre o o uso da bicicleta na cidade. À exemplo do que fez o grafiteiro Marcelo Siqueira, 29, com suas bicicletas pintadas no asfalto de ruas da zona oeste, outros bicicleteiros estampam, em muros, postes e portões, figuras relacionadas ao uso da magrela, além de mensagens como "vá de bike". Os desenhos muitas vezes se repetem, e há uma porção de modelos pintados por aí. É só prestar atenção. Enquanto esperam pelas ciclovias prometidas, outros ciclistas se organizam para criar passeios em grupo e mapear rotas menos perigosas. É o que está fazendo André Pasqualini, que edita o site www.ciclobr.com.br e que pretende colocar no ar um mapa digital da cidade de São Paulo com as rotas de ruas mais adequadas para o uso da bike. Para a conclusão do trabalho, que André quer disponibilizar em seu site e no portal da prefeitura, foram feitas entrevistas com ciclistas de toda a cidade.

Outros links

www.sampabikers.com.br
www.ciclobr.com.br
www.bicicletada.com.br
www.escoladebicicleta.com.br
www.apocalipsemotorizado.blogspot.com

5 Dia Mundial sem Carro

Já são quase 2.000 cidades em todo o mundo que compraram a idéia de tentar, sempre no dia 22 de setembro, diminuir o uso do automóvel. Tudo começou em La Rochelle (França), em 1997, quando um grupo de ambientalistas se uniu ao poder público para incentivar a população a não usar o carro por um dia. Um ano depois, o Dia Sem Carro teve a participação de outras 30 cidades francesas. Em São Paulo, o projeto foi proposto pela vereadora Soninha Francine (PT) e aprovado pela Câmara em 2005. "Não queremos que isso seja uma iniciativa só do poder público. A lei é apenas uma sugestão de mudança de hábito, e a data pode um dia ser conduzida pela própria população", diz a vereadora. "Espero que, no mínimo, alguém que pegou a bicicleta pela primeira vez para trabalhar possa, num momento seguinte, enxergar o ciclista de outra forma, passar a respeitá-lo mais."

6 Desafio Intermodal

Caio Guatelli/Folha Imagem



É uma corrida para medir a eficiência dos principais meios de transporte utilizados na cidade, realizada desde o ano passado por meio de uma parceria entre cicloativistas e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Os "competidores" -carro, bicicleta, moto, ônibus, trem e metrô- partem de um mesmo lugar e cronometram a viagem até um ponto determinado. Na última edição, realizada quinta-feira, a largada foi dada na avenida Berrini e a chegada aconteceu na sede da prefeitura, no centro. As bicicletas chegaram em primeiro lugar, e isso já era previsto. Em geral, a bike é um dos meios mais eficientes em dias de trânsito. Dependendo da quantidade de carros, só perde em velocidade para a motocicleta.
 
"SP: o pior lugar do mundo"

por Roberto de Oliveira

São 5h45 da manhã de um sábado e os primeiros raios do sol começam a alegrar mais um dia no colorido verão da Toscana. O guia Rafael Prieto Martin, 33, já está de pé e faz os últimos ajustes em 16 bikes das marcas Rocky Mountain, canadense, e da italiana Pinarello, milimetricamente enfileiradas, diante da entrada de um hotel-castelo, no alto de um vale.

Durante seis meses do ano, a vida desse jovem espanhol é pedalar por cidades, estradas e vilarejos de Europa, Ásia, África e Américas, acompanhando grupos de ciclistas do mundo inteiro, principalmente americanos.

Rafael já pedalou pelo Brasil. Considera a cidade de São Paulo "o pior lugar do mundo para andar de bicicleta". "Aí, carros, caminhões e vans dominam as ruas. É uma pena", diz. "O trânsito é incivilizado. A frota de motoboys é uma agressão. Não há lugares para estacionar as bikes. O fato de ser grande, repleta de subidas e descidas, não deve ser usado como desculpa", conta.

"Nova York, por exemplo, é enorme, mas os ciclistas são respeitados", diz. Desde 2002, Rafael é guia da Butterfield & Robinson, agência canadense especializada em passeios de bike ao redor do globo. Em média, ele percorre cinco países e dezenas de cidades por ano -sempre de bicicleta.

Dois meses atrás, Rafael fez uma viagem de bike pelo Japão. "Tanto em Tóquio como no interior, os motoristas, inclusive os de caminhão, são extremamente respeitosos com os ciclistas." Para ele, porém, nenhum lugar do planeta reúne tanta consciência pró-bike quanto a Europa. Berlim é a sua favorita.

"A cidade está tão bem preparada e consciente para receber e incentivar o ciclismo... Lá, a população aprende desde criança a valorizar o transporte de bicicleta. E os motoristas reconhecem os ciclistas como parte integrante da cidade, não como concorrentes."

Rafael conta que, além da Alemanha, na França e na Espanha, há um forte movimento a favor da bike, que virou febre no verão. "A bicicleta integra as pessoas, fortalece a convivência urbana e, de quebra, não polui. É o transporte do futuro."

10 mandamentos para ciclistas de qualquer viagem

por Paulo de Tarso e Renata Falzoni

Está com pressa? Vá de bike
Seja visto. Fique na moda! Use sempre roupas leves, mas que chamem a atenção
Tá pedalando sozinho? Cuidado para não ser assaltado! O negócio é pedalar em grupo
Capacete e óculos contra a poluição não servem só como um charme extra. Proteger a cabeça e os olhos é essencial
Ficar a pé por acidente é mico. Tenha sempre uma câmara-de-ar reserva, uma bomba para encher pneus e chaves compatíveis com a sua bike
Sentiu que os motoristas não estão lá muito amigáveis? Pedale na calçada. Mas respeite os pedestres! Não seja você o agressor
Metrô só pode no fim de semana, e, mesmo assim, você tem que aguardar a sua vez se outros quatro ciclistas estiverem na frente. Paciência, respeite as regras
São Paulo tem ruas dignas de competição de mountain bike. Compre uma magrela mais forte, que agüente o tranco
Fique à direita. Se ali você já corre riscos, imagine no meio da pista
Vai ao shopping? Ao cinema? Ao banco? Tenha amigos em todo lugar. Eles te ajudam a guardar sua bike


Paulo de Tarso é presidente do Sampa Bikers e Renata Falzoni é apresentadora da ESPN-Brasil


vou de bike

Beatriz Toledo/Folha Imagem



O sapato de salto que a consultora financeira Maria Tereza Murray, 60, usa no trabalho é carregado dos Jardins até o Itaim, toda manhã, dentro de uma bolsa. "Para pedalar, tem que ser com sola de borracha", diz ela. "Quando chego lá, é só trocar."

Sem pressa nenhuma, diz que só pega vias secundárias e ruas arborizadas. Vai ultrapassando as fileiras de carros e vê "todo mundo estressado ficar para trás".

Tereza faz o mesmo percurso de bicicleta há mais de três anos, diariamente. "Quando vou de carro, sempre me arrependo. De bicicleta, além de ir mais rápido, tenho mais contato com a rua, presto atenção nas pessoas, nas vitrines, nas casas", diz.

o autor das bicicletinhas

Tuca Oliveira/Folha Imagem



Grafitar a figura de bicicletas em muros já era uma forma alternativa de defender as magrelas, mas o grafiteiro Marcelo Siqueira, 29, descobriu que podia incrementar seu ativismo criativo. Bastava transferir os desenhos da parede para o asfalto.

Depois de grafitar mais de cem bicicletas nas ruas da zona oeste, o artista acabou criando falsas ciclofaixas, principalmente em ruas de Pinheiros e nas avenidas Sumaré e Henrique Schaumann. Bem-humorado, conta que ele próprio já ligou para a CET, agradecendo a "nova sinalização". "Disseram que iam registrar meus comentários", diverte-se.

Os desenhos das bicicletas, em linguagem muito próxima da que é usada na sinalização de trânsito, são sempre pintados na faixa à direita, como se cobrassem o que, por lei, já é garantido a ciclistas. À direita, bicicletas têm preferência sobre carros e, segundo o Código de Trânsito, deixar de guardar a distância lateral de um 1,5 m ao passar ou ultrapassar bicicletas é ação considerada infração média, com possibilidade de multa.

Há relatos de casos de motoristas e ciclistas que mudaram de comportamento ao passar pela falsa sinalização grafitada por Marcelo. A vídeorepórter Renata Falzoni, que apresenta o programa "Aventuras com Renata Falzoni", da ESPN-Brasil, conta que, em uma disputa de espaço com um carro, na avenida Henrique Schaumann, apontou para uma das bicicletinhas pintadas no asfalto. "O motorista logo cedeu, pedindo desculpas", diz.

 

A cada temporada, um número maior de ciclistas é interligado ao sistema de transporte público das cidades européias, que vivem a febre das bicicletas. No verão deste ano, os governos estrearam novidades no sistema que coloca bikes públicas à disposição de quem quiser.

François Guillot/France Presse

Ciclista nas ruas de Paris, cidade que utiliza bikes interligadas ao transporte público

o verão das bikes (ao menos na Europa)

FRANÇA
O hit do verão parisiense é o Vélib, sistema de transporte público de bike que começou a operar no dia 15 de junho, 24 horas por dia, sete dias por semana. Serão cerca de 20,5 mil bicicletas rodando pela capital francesa até o final do ano em 1.500 pontos, todos colados a estações de ônibus e de metrô. O ciclista deve preencher um longo formulário e mandar para os postos de atendimento. Cerca de 1,2 milhão de ciclistas aderiu ao sistema. O interessado deve pagar uma taxa de 29 euros, o que lhe garante 30 minutos grátis de bike. A primeira hora excedente custa 1 euro, a segunda, 2 euros, e as demais, 4 euros cada uma.

ALEMANHA
Na precursora do movimento pró-bike -não à toa, Berlim é considerada o melhor lugar do mundo pelos ciclistas-, cidades como Berlim, Frankfurt, Colônia, Munique, Stuttgart e Karlsruhe operam um sistema em que não há, ao contrário das outras cidades européias, estações fixas para pegar ou largar a bike. Para locar uma bicicleta, é necessário um registro. A cada locação, o ciclista entra em contato com a central para adquirir uma senha e liberar a bicicleta. Cadastrado, pode deixá-la onde bem entender. Deve digitar no seu celular um código que bloqueia a roda traseira do veículo. Quem for usar na seqüência solicita o código na central e digita o número numa tela de plasma (sim!) na própria bike, o que irá destravá-la. Basta sair livremente pedalando. O preço é calculado de acordo com o tempo de uso (em minutos), apesar de haver tarifas promocionais para tempos maiores. A adesão sai por 5 euros. São cobrados oito centavos de euros para cada minuto, 15 euros para 24 horas ou 60 euros para uma semana.

ESPANHA
O Bicing começou a funcionar em março em algumas cidades espanholas. Nem mesmo a topografia irregular de Barcelona, com subidas, descidas e ruelas tortuosas, impediu que bikes de três marchas, vermelhas e brancas, ganhassem as ruas da cidade catalã e virassem coqueluche. O interessado se inscreve pela internet, passa o número do cartão de crédito e recebe um cartão de acesso pelo correio. Paga uma taxa anual de 24 euros por percursos de até 30 minutos. Até agora, cerca de 100 mil moradores se inscreveram -sendo que 20 mil deles fazem uso diário.


Da Agência Brasil

22/09/2007
12h28
-Faltou incentivo por parte do governo do Distrito Federal para fazer as comemorações do Dia Mundial sem Carro em Brasília, segundo o presidente da organização não-governamental (ONG) Rodas da Paz, Maurício Gonçalves. A data é comemorada em todo o mundo neste sábado (22). No Brasil, cerca de 60 cidades fazem parte da campanha para que as pessoas deixem de usar o carro por um dia.

Gonçalves afirma que a organização procurou o governo do DF para pedir apoio a várias atividades esportivas e de turismo, a serem realizadas neste sábado. Houve várias reuniões para decidir o que seria feito, mas o governo desistiu de participar da iniciativa. “Na semana passada o governo nos disse que estava muito em cima da hora e optou por não participar da campanha”, diz ele.

Para não deixar passar em branco a data na cidade, o grupo optou por fazer uma "pedalada" pela cidade. Mais de 300 pessoas se reuniram em frente de um supermercado da cidade para chamar a atenção das pessoas sobre a data. “Esse é um dia de reflexão, dia para que as pessoas não saiam de carro e também para que pensem em adotar modelos de mobilidade como o transporte público e a bicicleta”, explica.

Gonçalves diz que, em Brasília, há hoje 1 milhão de carros de passeio em circulação e que, até 2014, esse número deve aumentar para 2 milhões. “Essa é uma data para as pessoas pensarem nesse modelo de mobilidade que temos, que é egoísta e individualista. Além disso é um modelo poluente”, comenta.

Segundo informações da ONG, o Dia Mundial sem Carro teve início na França, em 1998, e chegou ao Brasil em 2002, por meio da ONG Rua Viva. A data tem como objetivo fazer com que as pessoas retomem as ruas, dominadas hoje por carros, para mostrar sua preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida.

Fonte: Correio Braziliense

Photo Album22 de setembro de 2007 (6 photos)Sep 22, '07 3:32 PM
by Sergio for everyone

Dia "na cidade sem o meu carro" de 2007 em Brasília. Vê-se que o que mais teve foram carros, mesmo sendo um sábado.

Blog EntryO dia que Brasília não vai pararSep 18, '07 9:08 PM
by Sergio for everyone
O dia que Brasília não vai parar

Júnia Gama


Na data em que as principais cidades do mundo param, Brasília continua a toda velocidade. No entanto, como alguém que ultrapassa um semáforo vermelho, a capital acelera no momento errado e fica de fora das comemorações do Dia Mundial Sem Carro, em 22 de setembro.
Na primeira manifestação, ocorrida há 12 anos, na Islândia, as autoridades bloquearam a passagem de carros no centro da capital para provocar uma reflexão sobre os problemas do uso massivo de automóveis. Pretendiam, também, estimular a utilização de meios de transporte sustentáveis, como os do sistema público, a caminhada e o ciclismo. Desde 1998 o evento é divulgado internacionalmente, tendo chegado ao Brasil em 2002.

Em Brasília, existem hoje cerca de 900 mil veículos e os problemas de tráfego são cada vez maiores. Apesar de não celebrar o Dia Mundial Sem Carro fechando algumas das vias públicas, como ocorre nas outras cidades, o governo promete amenizar a situação a longo prazo com a implantação do programa Brasília Integrada.

Revitalização no DF
Nesse sistema haverá uma reformulação do transporte público com a construção de corredores exclusivos para ônibus, ampliação da rede de metrô, revitalização de algumas vias e implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto de lei que autoriza o GDF a solicitar US$ 180 milhões ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi aprovado na semana passada e as obras devem iniciar no final deste ano.

Da sociedade também surgem iniciativas para suavizar o caos no trânsito. Um exemplo é a ONG Rodas da Paz, criada em 2003, como reação ao aumento de acidentes com veículos. Para o Dia Mundial Sem Carro, preparam uma manifestação com cerca de, pelo menos, 500 pessoas que sairão da Quadra 25 do Lago Sul e atravessarão a ponte JK pedindo a melhoria e humanização do trânsito.

Marcos Vieira, servidor público, 43 anos, integrante da ONG, troca diariamente o carro pela bicicleta para ir ao trabalho. Nos 22 quilômetros que percorre por trecho, cuida da saúde e faz a sua parte na preservação do meio ambiente. "Sair do universo de conforto e vencer a comodidade e o sedentarismo é muito gratificante", comemora.

Pela Europa, muitas cidades transformaram as ruas dos seus centros em praças reservadas ao uso de pedestres, ciclistas, patinadores e skatistas. Na França, onde um dos esportes mais populares é o ciclismo, deixar o carro em casa é uma prática comum. Há cidades com estações interligadas, onde as pessoas podem alugar bicicletas e devolvê-las em diversos pontos.

São Paulo, a cidade brasileira que mais sofre com problemas de trânsito, pratica um rodízio de carros há dez anos. Assim, conseguiu diminuir em 20% a circulação de carros, que são escolhidos a cada dia pelos dois últimos números das placas. O saldo é: menos engarrafamento e menos poluição do ar.            


Publicado em: 18/09/2007
Fonte: Jornal de Brasília


Blog EntryMais uma vez...Sep 13, '07 12:18 PM
by Sergio for everyone
... Brasília está fora do dia 22 de setembro, dia na cidade sem o meu carro, ou como outros melhor definem, dia da mobilidade sustentável.

Mais uma vez o GDF, alegando falta de tempo e impossibilidade de liberação de recursos, cancelou a participação da cidade no evento MUNDIAL de busca por cidades mais humanas (e limpas) no que diz respeito ao transporte.

Mais uma vez Brasília continuará no século XX, século do automobilismo (ou auto-imobilismo), ao não participar da tendência mundial de menor utilização do automóvel particular e por usos sustentáveis de transporte, como a bicicleta, o pedestrianismo e o uso de transportes coletivos.

Mas não desanimemos... façamos a nossa parte. Nessa semana divulgue a idéia entre seus amigos e listas de discussão e passemos nosso sábado, próximo dia 22, com modos de transporte mais sustentáveis, dignos do século XXI!

Start:     Sep 21, '07 09:00a
Location:     Brasília
Os Ministérios das Cidades, do Meio Ambiente, da Cultura, do Esporte, da Saúde e da Educação, com a proposta de integrar suas políticas públicas e reafirmar o objetivo de construir cidades socialmente includentes, ambientalmente saudáveis e com espaços mais humanos para convivência entre as pessoas, convidam a participar das atividades da VII Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro, a realizar-se nos dias 21 e 22 de setembro de 2007 em Brasília/DF.

Mais informações no Ministério das Cidades

EventDia Mundial da Mobilidade SustentávelAug 23, '07 7:44 AM
by Sergio for everyone
Start:     Sep 22, '07 08:00a
End:     Sep 23, '07
Location:     Mundo!
Contribua para um ambiente saudável, onde se anda a pé, de bicicleta ou utilizando os transportes públicos, em vez do automóvel privado, e com isso redescubra sua cidade, os seus habitantes e o seu patrimônio. Descubra que menos carros nas nossas zonas urbanas é sinônimo de maior qualidade de vida para os seus cidadãos.

Mais informações em:

ONG Transporte Ativo

Conselho discute mobilidade nas grandes cidades e apóia projeto

O uso do carro e suas consequências e o projeto "Um dia sem carro" foram debatidos pelos conselheiros e convidados do Planeta Sustentável, em encontro na Editora Abril


Por Daniela Silva
Planeta Sustentável - 27/07/2007

ALEXANDRE BATTIBUGLI

A terceira reunião do Conselho Consultivo discutiu possíveis soluções para o estrangulamento das cidades grandes pelos carros e seus reflexos na vida das pessoas

Os indícios mostram que a frota paulistana trafega lentamente (a menos de 20km/h, em média, nos horários de pico) e para o caos (esse sim, se estabelece cada vez mais rápido). Há 500 carros a mais nas ruas todos os dias. A situação se agrava com a superlotação do sistema de transporte coletivo, as más condições das calçadas e o péssimo tratamento que tanto pedestres quanto ciclistas enfrentam quando encaram as ruas. Revela-se, assim, uma cidade que pensa no carro - e, conseqüentemente, no trânsito e nos seus danos para o meio ambiente e para a saúde - como um mal terrível e quase necessário.

Como fazemos todos os meses, desde que o Planeta Sustentável foi lançado, reunimos o Conselho Consultivo Sustentável, na sede da Editora Abril, em São Paulo, para uma nova discussão. Por acreditar na urgência de transformar o cenário citado acima, desta vez debatemos a proposta apoiada pelo "Movimento Nossa São Paulo, Outra Cidade": a do Dia Mundial Sem Carro.

ALEXANDRE BATTIBUGLI{txtalt}
Oded Grajew, coordenador do movimento "Nossa São Paulo, Outra Cidade" e conselheiro do Planeta Sustentável
O projeto foi apresentado para todos os presentes por Oded Grajew, coordenador do movimento: "A idéia é que a cidade seja diferente antes, durante e depois desse dia". Ele explicou que o "Dia Sem Carro", em São Paulo, será associado à divulgação de indicadores urbanos que relacionam transporte, saúde e qualidade de vida, assim como à cobrança por políticas públicas que modifiquem as condições do transporte urbano. "O Dia é um gancho para discutir a sustentabilidade. Estamos vivendo um processo de desenvolvimento onde claramente se sabe que o amanhã vai ser pior do que o hoje, e isso não pode continuar".

Os conselheiros levantaram pontos relevantes do projeto. Adalgiso Telles, diretor de comunicação corporativa da Bunge, uma das empresas patrocinadoras do Planeta, falou da necessidade de se pensar em alternativas para o transporte de massa. "Não é só caminhando nem andando de bicicleta que se transforma um grande centro.

É preciso modificar a matriz do nosso transporte público".

Fábio Feldmann, que foi secretário municipal do Meio Ambiente - e responsável pelo polêmico projeto do rodízio de veículos na capital paulista -, lembrou as questões sociais que envolvem o uso do carro como veículo de locomoção: "O automóvel é um grande desafio, é um grande símbolo de progresso do século passado. Na época da implantação do rodízio, até mesmo quem andava de ônibus era contra". Ele afirmou que as pessoas se sentem lesadas no seu direito de ir e vir por causa da obrigatoriedade de deixar o carro em casa. "A mudança necessária é a do comportamento".

Para que a transformação aconteça, participar do Dia Mundial Sem Carro não pode significar deixar de se locomover pela cidade. A idéia é vivenciar a mobilidade de outras maneiras e experimentar uma relação diferente com São Paulo. Para isso, estão previstas atividades de conscientização e de lazer, como debates, seminários, caminhadas e passeios ciclísticos. E as opções se multiplicaram, já que a Prefeitura organizará a primeira "Virada Esportiva" no mesmo fim de semana.

Walter Feldmann, secretário municipal dos Esportes, ressaltou a importância desses eventos como uma retomada do ambiente urbano pela sociedade. Sobre a violência - um dos "poréns" de quem teme deixar o carro e andar a pé por certos pontos da cidade - ele afirmou: "A sociedade civil abandonou o espaço público. É impressionante a quantidade de bons aparelhos esportivos que estão simplesmente abandonados na cidade e que foram ocupados pela ação marginal". Ele lembrou que a "Virada Cultural" de 2006, que aconteceu na semana posterior a dos ataques do PCC, funcionou como uma resposta da sociedade - que não deixou de sair às ruas com medo da violência. "Esse dia não pode ser um não, tem que ser um sim. A idéia é não usar o carro, mas usar o espaço público".


EventDia na Cidade sem o meu CarroSep 21, '06 2:50 PM
by Sergio for everyone
Start:     Sep 22, '06 01:00a
Location:     Qualquer lugar


22 DE SETEMBRO - Dia na Cidade sem meu Carro

Trata-se de um movimento internacional em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, que acontece anualmente no dia 22 de setembro.

Objetivos

• Provocar uma reflexão sobre a presença tão determinante dos automóveis nas cidades em todo o mundo, que acarreta problemas como milhares de vítimas de acidentes de trânsito, aumento da poluição atmosférica e a valorização de uma cultura individualista;

• Conscientizar o público, gerando informação e debate sobre a mobilidade urbana e soluções para os atuais problemas (poluição, segurança, congestionamento,...);

• Apoiar as iniciativas municipais, estabelecendo novas parcerias a nível local;

• Despertar nos cidadãos a consciência sobre o uso racional e solidário do automóvel;

• Proporcionar aos cidadãos uma oportunidade para redescobrirem a sua cidade, os seus habitantes e o seu patrimônio, num ambiente mais saudável e aprazível;

• Estimular novas políticas e iniciativas na mobilidade urbana.

Participe!!! Faça a sua parte!!!

Nessa sexta-feira caminhe, pedale, use o ônibus, deixe seu carro descansar um pouco e viva uma cidade melhor!

Maiores informações em:

http://www.ruaviva.org.br/nacidadesemmeucarro/site.htm

Blog EntryFaltam 30 dias...Aug 23, '06 10:48 AM
by Sergio for everyone

22 de setembro - Dia na Cidade sem meu Carro

- O que é

Movimento internacional em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, que acontece anualmente no dia 22 de setembro.

A Jornada "Na Cidade Sem Meu Carro" surge da preocupação relacionada com a qualidade do ar das nossas cidades. Tendo em vista que o setor dos transportes é responsável por 40% da emissão das partículas poluentes do ar, isto somado aos crescentes problemas relacionados com o uso do automóvel, vários países da União Européia lançaram esta iniciativa pela primeira vez em 22 de Setembro de 2000.

Não se trata da mera questão de vedar o tráfego motorizado em algumas ruas, mas sim de proporcionar às pessoas uma oportunidade para descobrirem outras formas de transporte e de viverem este dia sem sentirem restrições à sua mobilidade.

- Objetivos

• Provocar uma reflexão sobre a presença tão determinante dos automóveis nas cidades em todo o mundo, que acarreta problemas como milhares de vítimas de acidentes de trânsito, aumento da poluição atmosférica e a valorização de uma cultura individualista;

• Conscientizar o público, gerando informação e debate sobre a mobilidade urbana e soluções para os atuais problemas (poluição, segurança, congestionamento,...);

• Apoiar as iniciativas municipais, estabelecendo novas parcerias a nível local;

• Despertar nos cidadãos a consciência sobre o uso racional e solidário do automóvel;

• Proporcionar aos cidadãos uma oportunidade para redescobrirem a sua cidade, os seus habitantes e o seu patrimônio, num ambiente mais saudável e aprazível;

• Estimular novas políticas e iniciativas na mobilidade urbana.

Participe!!! Faça a sua parte!!!

Maiores informações em:
>http://www.ruaviva.org.br/nacidadesemmeucarro/site.htm">
http://www.ruaviva.org.br/nacidadesemmeucarro/site.htm


Blog Entry22 de setembroSep 21, '05 7:31 AM
by Sergio for everyone


do manual Apocalipse Motorizado
organização Ned Lud
 
Doutor Resnick, também um ex-aluno de Harvard, uma vez colocou a seguinte questão em um seminário sobre legitimidade política:
Imagine que um grupo de cientistas pede um encontro com as lideranças políticas do país para discutir a introdução de uma nova invenção. Os cientistas explicam que os benefícios da tecnologia são incontestáveis, e que a nvenção aumentará a eficiência e tornará a vida de todos mais fácil. O único lado negativo, eles alertam, é que para ela funcionar, 40 mil pessoas terão que morrer a cada ano. Os políticos decidiriam adotar ou não a nova invenção ???
Os alunos estavam prestes a dizer que uma tal proposição seria completamente rejeitada de imediato, quando ele despreocupadamente observou: "Nós já a temos. O Automóvel".
Ele nos fez refletir sobre a quantidade de morte e de sofrimento que nossa sociedade tolera como resultado do nosso comprometimento em manter o sistema tecnológico - um sistema no qual todos nós nascemos e não temos escolha além de tentar nos adaptar a ele.
 
Reflita:
 
A cada 13 minutos ocorre uma morte por "acidente" de trânsito no Brasil. A cada 7 minutos ocorre um atropelamento. Além das 46 mil mortes anuais por "acidentes" de trânsito, 300 mil pessoas ficam feridas, 60% com lesões permanentes. Desses mortos, 44% foram vítimas de atropelamento e 41% estão na faixa etária entre 15 e 34 anos. Cerca de 60% dos leitos de traumatologia dos hospitais brasileiros são ocupados por "acidentados" no trânsito. Na cidade de São Paulo, ocorre um "acidente" a cada 3,2 minutos. Mais de 700 mil pessoas morreram em "acidentes" de trânsito de 1960 a 2000 no Brasil. No Brasil, temos em média uma "guerra do Vietnã" de mortos pelo trânsito por ano. De cada 10 leitos hospitalares, 5 são ocupados por "acidentados" no trânsito. "Acidentes" de carro e atropelamento matam mais crianças de 1 a 14 anos do que doenças. Os "acidentes" de trânsito no Brasil são o segundo problema de saúde pública, só perdendo para a desnutrição, e são a terceira causa mortis do país.
 
Até quando aguentar ???
Você já pode iniciar uma transformação no mundo, mudando pouco o seu dia-a-dia...
De vez em quando, deixe seu carro na garagem, e experimente novas formas de mobilidade urbana.
Que tal no dia 22 de setembro,  quinta-feira, o "Dia Mundial Sem Meu Carro Na Cidade"?
A cidade agradece, o planeta agradece, a vida agradece.

Bicicleta na Via
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