Eu também já parei no bicicletário do Brasília Shopping. Tentei deixar a bicicleta em algum lugar na entrada lateral do shopping, mas um segurança me impediu e me sugeriu guardá-la na garagem. Ainda me disse que eu tinha de descer a rampa a pé. Lá embaixo outro segurança (que soube por rádio que um ciclista inusitado estava descendo) me recebeu para garantir que eu tiraria o bilhete. Deixei uma família passar com um carro e perguntei pra ele se o preço que eu tinha de pagar era o mesmo de carro e ele disse que sim. Insisti até ele ligou para o gerente para tentar pedir pelo menos um desconto, mas o cara disse que porque eles têm a responsabilidade sobre tudo que fica lá em baixo, não dava pra ter desconto. Ainda tentou me convencer que o preço aquele dia estava ótimo, com uma promoção de 3,50 reais pra toda noite. Ele me acompanhou até esse espaço enorme totalmente vazio reservado pra motos e bicicletas.
Na verdade esse "bicicletário" foi feito pras motos. Eles só colocaram um barra nas laterais e uma placa escrito "motos e bicicletas". É verdade que isso já é legal, mas eu fiquei muito incomodado de ser submetido ao mesmo preço e procedimentos que foi pensado para os carros. Essa história do extintor é a evidência mais ridícula de que aquela garagem é um grande processador de carros, e que os ciclistas devem se virar com improvisações e gambiarras pra desempenhar o papel de um automóvel.